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Verdes questionam Governo sobre maus cheiros em indústria de Oliveira de Frades

Logótipo de O Jogo O Jogo 11/07/2017 Administrator

O Partido Ecologista Os Verdes questionou hoje o Governo sobre os maus cheiros provenientes de uma unidade de abate de aves, no concelho de Oliveira de Frades, que fica a "escassos metros das habitações".

"O Ministério do Ambiente já recebeu alguma queixa relativamente aos maus cheiros provenientes de uma unidade de abate de aves em Oliveira de Frades? Qual a origem concreta dos odores de que a população se queixa?", interroga.

Na pergunta entregue na Assembleia da República, o grupo parlamentar Os Verdes pretende também que o Governo venha esclarecer se estes cheiros advêm do mau funcionamento da Estação de Tratamento de Águas Residuais ou se esta se encontra em pleno funcionamento.

"Que medidas irão ser tomadas pela unidade de abate de aves para minimizar os problemas dos maus cheiros, nomeadamente o reforço da cortina arbórea e arbustiva?", acrescenta.

Na nota enviada ao Ministério do Ambiente, o Partido Ecologista informa que reuniu, a 15 de março, com os moradores de Oliveira de Frades, em função da denúncia recebida sobre os maus cheiros resultantes da laboração de uma unidade de abate de aves, localizada na periferia do aglomerado da sede de concelho, a escassos metros das habitações.

"Segundo os moradores, os maus cheiros que se fazem sentir em determinados dias afetam a sua qualidade de vida, impedindo que seja possível estar fora das suas habitações e com as janelas e portas abertas", destaca.

Já em setembro de 2016, o problema com os maus cheiros em Oliveira de Frades foi levado à Assembleia Municipal, "tendo na altura sido referido pelo presidente da autarquia que a situação derivava de um problema com a ETAR desta unidade de abate de aves e que este se encontrava resolvido".

"Aquando da visita de Os Verdes e reunião com os moradores foi possível constatar junto aos terrenos agrícolas e às habitações um cheiro intenso com uma frequência de 30 em 30 segundos muito desagradável para quem respira este ar. Contudo, da ribeira que recebe as águas provenientes da ETAR não emana qualquer tipo de cheiro, sendo também visível a olho nu que as águas se apresentavam incolores", sustenta.

De acordo com Os Verdes, já nos anos 1990, devido sobretudo à transformação dos subprodutos resultantes da atividade do matadouro de aves, a vila de Oliveira de Frades era "invadida diariamente durante a noite e ao início da manhã por cheiros nauseantes e insuportáveis, nomeadamente na zona da escola secundária levando a que os alunos se sentissem mal".

"Embora estes maus cheiros possam, eventualmente, não causar problemas de saúde e serem hoje menos intensos e frequentes que no passado, os moradores têm direito a usufruir e viver num ambiente sadio", concluem.

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