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Vice-primeiro-ministro russo nega que Estado patrocinasse sistema de doping

Logótipo de O Jogo O Jogo 25/09/2017 O Jogo

A AMA sublinhou no último domingo que as autoridades russas devem aceitar publicamente os resultados do inquérito McLaren, que revelou o funcionamento de um sistema de dopagem com a conivência do Estado russo

O vice-primeiro ministro russo, Vitaly Mutko, refutou esta segunda-feira a existência de um sistema de dopagem patrocinado pelo Estado, conforme concluiu o inquérito McLaren promovido pela Agência Mundial Antidoping (AMA) em 2016.

"Dizemos mais uma vez que estamos de acordo com as conclusões do professor McLaren quanto às atividades da Rusada (agência nacional russa de anti-dopagem) e do trabalho desenvolvido pelo laboratório de anti-doping de Moscovo. Mas estamos convictos de que não se trata de um programa apoiado pelo Estado", disse o 'homem-forte' do desporto russo em declarações à agência russa 'R-Sport'.

A AMA sublinhou no último domingo que as autoridades russas devem aceitar publicamente os resultados do inquérito McLaren, que revelou o funcionamento de um sistema de dopagem de Estado criado em 2011 e que funcionou até 2015, sob supervisão das autoridades russas e com o apoio dos sérvios secretos, nomeadamente durante os Jogos Olímpicos de 2014 em Sochi, na Rússia.

Esta é, de resto, uma das condições postas pela AMA para que a Rusada volte a ser credenciada por aquela agência.

Vitaly Mutko, que foi ministro dos Desportos da Rússia entre 2008 e 2016, repisou a ideia de que não existe qualquer ligação entre as autoridades russas e o trabalho desenvolvido pela Rusada, como é imputada pela AMA.

"A Rusada e o laboratório de Moscovo são independentes e funcionam de acordo com os padrões da AMA, que detém os meios para fazer o controlo", disse Moutko.

© FABRICE COFFRINI VIA GETTY IMAGES

Entretanto, o novo diretor da Rusada, Iuri Ganous, afirmou recentemente que os factos contidos no relatório McLaren são "suficientemente sérios" e que uma das suas principais tarefas da Rusada é "torná-la numa organização independente, que não esteja sob a pressão e a influência de qualquer estrutura governamental ou desportiva".

O relatório McLaren, publicado em dois capítulos em 2016, fazia menção a um regime de Estado, sob a supervisão do ministro dos Desportos e com o apoio dos serviços secretos e destacava um método de troca de amostras em frascos selados usado durante as Olimpíadas de Inverno de Sochi, em 2014.

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