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Vinci/ANA estudam modelo de gestão para aeroportos de Cabo Verde

Logótipo de O Jogo O Jogo 30/10/2017 Administrator

A empresa de gestão aeroportuária Vinci/ANA-Aeroportos de Portugal vai apresentar, dentro de seis meses, ao Governo de Cabo Verde um modelo de gestão dos aeroportos do país, ao abrigo de um acordo assinado hoje na cidade da Praia.

O memorando de entendimento, assinado entre o Governo de Cabo Verde e a Vinci/ANA - Aeroportos de Portugal e cujo conteúdo não foi divulgado na íntegra, prevê a elaboração no prazo de 60 dias de um estudo prévio e análise da situação no terreno e a apresentação 90 dias depois de uma proposta de modelo de gestão.

O presidente da Assembleia Geral da ANA - Aeroportos de Portugal, José Luís Arnaut, explicou aos jornalistas que a ideia é apresentar a Cabo Verde um modelo para fazer crescer o movimento nos aeroportos, atrair voos mais baratos, companhias 'low-cost', desenvolver um 'hub' com a TACV (empresa pública de aviação cabo-verdiana) e trazer turismo.

José Luís Arnaut escusou-se a confirmar o interesse da Vinci/ANA num futuro cenário de concessão dos aeroportos cabo-verdianos, adiantando que de momento a disponibilidade é para "contribuir e trazer o 'know-how'" das duas empresas para Cabo Verde.

"Não sabemos sequer se vai haver concessão. Cada passo a seu tempo, não vou antecipar cenários porque não conheço a decisão política do Governo. Nem sabemos se essa opção nos pode minimamente interessar. Estamos neste momento a cooperar e a colaborar, nada mais", disse.

Reconheceu, contudo, que a Vinci/ANA olham para "Cabo Verde como uma atração e uma potencialidade".

José Luís Arnaut disse ainda, sem especificar, que a empresa está a analisar as potencialidades de mercados aeroportuários em outros países de língua portuguesa.

Por seu lado, o ministro das Finanças, Olavo Correia, disse que o objetivo do memorando é trabalhar em parceria para que a Vinci e a ANA possam apresentar o melhor modelo para a gestão dos aeroportos em Cabo Verde.

"Temos que nos ancorar e estabelecer parcerias com quem tem mercado, tem capital, tem 'know-how' para poder amplificar as oportunidades para a economia cabo-verdiana", disse.

Olavo Correia explicou que esta primeira fase servirá para identificar o melhor modelo para gestão da empresa Aeroportos e Segurança Aérea [ASA] e dos aeroportos.

"Se a proposta for convincente e for boa, o Governo decidirá os passos seguintes. Hoje estabelecemos um acordo para que a Vinci possa apresentar ao Governo de Cabo Verde um modelo para a gestão dos aeroportos", disse.

"Não temos mercado, temos dificuldades de financiamento e temos que ir à procura de quem tem mercado, tem capital, conhece todos os 'stakeholders" para que, no espaço mais curto de tempo, possa alterar o quadro em Cabo Verde. Isso não será possível apenas com a prata da casa. É preciso estabelecer parcerias sem medo", acrescentou.

Na assinatura do memorando, esteve além de José Luís Arnaut o diretor geral de desenvolvimento de negócios da Vinci, Benoit Trochu, que, na sua intervenção, revelou que a empresa identificou Cabo Verde como "um destino de interesse" há cerca de ano e meio.

"Fizemos 'demarches' proativas junto do Governo para lhe dizer que temos coisas positivas para oferecer", disse, fazendo votos para que o memorando agora assinado seja "o início de uma história longa".

O grupo francês Vinci, que detém a concessão da gestora aeroportuária ANA- Aeroportos de Portugal, é a quinta maior concessionária mundial de aeroportos, assegurando a gestão de 10 aeroportos em Portugal e vários outros em países como França, Japão, Camboja, Brasil, República Dominicana ou Chile.

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