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Vinte ativistas do movimento de contestação no Rif comparecem perante tribunal marroquino

Logótipo de O Jogo O Jogo 03/10/2017 Administrator

O processo de militantes do movimento de contestação no norte de Marrocos foi hoje retomado no tribunal de apelação de Casablanca, num ambiente tumultuoso, e após uma primeira audiência em meados de setembro.

Uma vintena de militantes e simpatizantes do "Hirak", a designação local ao movimento de contestação na região do Rif (norte do país), devem ser julgados por "tentado à segurança interna do Estado", "tentativas de sabotagem, morte e de pilhagem" ou conspiração contra a segurança interna", referiu um jornalista da agência noticiosa France-Presse (AFP), que acompanha o processo.

Numa primeira fase, o tribunal decidiu examinar um outro caso relacionado com esta contestação popular iniciada após a morte de um vendedor de peixe, esmagado num contentor de resíduos no final de outubro de 2016 em Al-Hoceima, a capital do Rif.

Condenado a um ano de prisão efetiva por ter "apelado à participação numa manifestação proibida" em 20 de julho em al-Hoceima, epicentro da contestação, o jornalista Hamid el Mahdaoui compareceu de novo hoje na barra do tribunal por "falhas na sua obrigação em dar conhecimento às autoridades de uma tentativa em lesar a segurança interna do Estado".

Após os seus advogados terem denunciado, perante protestos generalizados da assistência, a presença de câmaras de televisão públicas na sala de audiência, o processo de El Mahdaoui, que dirige o 'site' informativo Badil, foi adiado para 17 de outubro.

"Emitimos reservas porque as televisões públicas não são independentes", afirmou à AFP Issac Chaaria, um dos advogados de defesa, que suspeita que as cadeias televisivas pretendiam promover uma "abordagem parcial" do caso.

Ao início da tarde, os 21 acusados do "Hirak", incluindo dirigentes do movimento como Nabil Ahemjik ou Mohamed El Asrihi, ainda aguardavam pelo julgamento, remetidos a uma imponente caixa de vidro. Os dois ativistas foram presos entre finais de maio e junho em Al-Hociema, e transferidos para uma prisão de Casablanca.

No exterior do tribunal, cerca de 40 pessoas organizaram um protesto para exigir a sua libertação e exprimir receio pelo estado de saúde dos dois militantes detidos, e que iniciaram há três semanas uma greve de fome.

"Salvemos a vida dos grevistas da fome", proclamava uma faixa entre os manifestantes. "Liberdade para os presos políticos", ecoaram os manifestantes, que também exibiam fotos dos detidos.

A data do processo do líder do movimento, Nasser Zefzafi, 39 anos, ainda não foi anunciada.

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