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Violência pós-eleitoral no Quénia agrava-se e aumenta número de mortos

Logótipo de O Jogo O Jogo 12/08/2017 Administrator

A violência pós-eleitoral no Quénia agravou-se hoje com a polícia a utilizar gás lacrimogéneo contra uma caravana da oposição e um funcionário da morgue de Nairobi a dar conta da entrada de nove mortos a tiro.

O funcionário, que não quis ser identificado, disse que os corpos foram trazidos para a morgue do bairro da lata de Mathare, nos subúrbios de Nairobi e um feudo da oposição.

Várias outras pessoas foram mortas em confrontos com a polícia desde a noite de sexta-feira, quando a Comissão Eleitoral do Quénia confirmou que o Presidente Uhuru Kenyatta é o vencedor das eleições de terça-feira.

Uhuru Kenyatta obteve 54,27% dos votos, enquanto o líder da oposição, Raila Odinga, que alegou a existência de uma fraude e se autoproclamou vencedor, alcançou 44,74%, segundo a mesma fonte.

Wycliff Mokaya disse à agência noticiosa norte-americana Associated Press (AP) que a sua filha de nove anos foi morta por uma bala perdida quando se encontrava a brincar na varanda de um terceiro andar em Mathare.

Repórteres fotográficos da AP viram a polícia carregar sobre manifestantes, com gás lacrimogéneo e balas reais, na zona de Mathare, assim como a utilizar o mesmo gás contra um grande comboio de veículos com responsáveis da oposição que tentavam entrar em Kibera, outro bairro da lata de Nairobi.

Em Kibera, uma pessoa foi morta a tiro durante a noite de sexta-feira para hoje, disse Sam Ochieng, do partido de Odinga.

A polícia queniana matou a tiro duas pessoas durante motins de apoiantes da oposição nos arredores de Kisumu, uma cidade no oeste do país onde Odinga tem grande apoio, segundo Leonard Katana, um comandante regional da polícia.

Outras cinco pessoas foram feridas no tiroteio, adiantou.

Num discurso de vitória, Kenyatta, que vai iniciar um segundo mandato de cinco anos, disse que estava a estender a "mão da amizade" à oposição.

Na violência pós-eleitoral de 2007 no Quénia, morreram pelo menos 1.100 pessoas e mais de 600 mil foram obrigadas a abandonar as suas casas.

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