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Visitas ao Navio-museu Gil Eannes entre janeiro a julho sobem 39% para 44.378

Logótipo de O Jogo O Jogo 02/08/2017 Administrator

O navio-museu Gil Eannes, atracado há 19 anos na antiga doca comercial de Viana do Castelo recebeu, entre janeiro e julho, 44.378 visitantes, mais 12.560 (39%) do que no período homólogo de 2016.

Segundo informou hoje a Fundação Gil Eannes, que gere a embarcação, o antigo navio hospital registou, entre 01 de janeiro a 31 de julho, um total de 44.378 visitantes, dos quais 30.499 são nacionais e 13.879 estrangeiros, "sendo que 8.083 integraram visitas guiadas a grupos na sua maioria oriundos de estabelecimentos de ensino".

De acordo com a Fundação Gil Eannes, desde que a embarcação abriu portas ao público, em agosto de 1998, "já se contabilizaram 817.659 visitas".

O navio foi construído em 1955 nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC). Em janeiro, completaram-se 19 anos desde que foi resgatado da sucata e transformado em museu.

Desde o início de 2016, o percurso de visita do navio Gil Eannes passou a integrar o bloco operatório, a sala de esterilização, sala de desinfeção, laboratório de análise, raio-X de emergência e, ainda, duas enfermarias.

Uma reabilitação que contou com o apoio de várias empresas, entre as quais a Douro Azul, os estaleiros da WestSea, subconcessionária dos ENVC, o Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC), a Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM) e a Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL).

Construído para apoiar a frota bacalhoeira portuguesa na Terra Nova e Gronelândia e tido como um dos mais emblemáticos que saíram dos ENVC, o navio estava prestes a ser desmantelado quando a sociedade civil local se mobilizou para o resgatar.

O regresso à capital do Alto Minho aconteceu a 31 de janeiro de 1998. Ao longo de vários meses foi recuperado nos ENVC - onde tinha sido construído meio século antes -, e no verão desse ano abriu portas como navio-museu, gerido pela fundação, de iniciativa municipal.

As visitas ao navio consistem na passagem pela ponte de comando, cozinhas, padaria ou pela casa das máquinas, mas também pelo consultório médico, sala de tratamentos, gabinetes de radiologia e bloco operatório.

A bordo existe ainda um simulador que permite navegar, virtualmente, a saída da barra de Viana do Castelo.

Em novembro de 2014, abriu portas o Centro de Mar que representou um investimento de 550 mil euros financiado pelo Programa Operacional Regional do Norte (ON2) 2007-2013, no âmbito do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN).

O projeto do Centro de Mar, que nasceu em 2008 no seio da extinta Valimar, associação de municípios do Vale do Lima e transitou para a Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho, começou por ser desenhado por Ernâni Lopes, enquanto fundador da Saer - Sociedade de Avaliação de Empresas e Risco.

O novo espaço dispõe, entre outras valências, de equipamentos multimédia, áreas de apoio ao empreendedorismo e economia náutica e permite experiências audiovisuais interativas.

O navio foi ainda dotado de um percurso museológico e interpretativo sobre a cultura marítima de Viana do Castelo e de um Centro de Documentação Marítima.

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