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Vitória provável dos conservadores na Áustria deve levar extrema-direita ao governo

Logótipo de O Jogo O Jogo 13/10/2017 Administrator

A Áustria deverá eleger o seu chanceler mais jovem de sempre, o conservador Sebastian Kurz, nas legislativas do próximo domingo, que deverão também levar a extrema-direita ao governo.

Todas as sondagens apontam para uma vitória do ÖVP (direita), liderado por Kurz. O atual ministro dos Negócios Estrangeiros austríaco tem apenas 31 anos, e deverá ser o próximo chanceler. No entanto, o seu partido não terá maioria absoluta, e o único parceiro de coligação viável será o FPÖ (extrema-direita).

Tal como a vizinha Alemanha, a Áustria é governada há uma década por uma coligação de "bloco central". O mandato deveria durar até 2018, mas uma crise interna no ÖVP levou o líder do partido, Reinhold Mitterlehner, a demitir-se. Kurz sucedeu-lhe, e logo depois o ÖVP e o SPÖ (socialistas) resolveram convocar eleições antecipadas.

O atual chanceler, o socialista Christian Kern, recusou à partida reeditar a coligação: "Se ganharmos, serei chanceler. Se não, iremos para a oposição", disse Kern em entrevista à televisão estatal, ORF.

Ao contrário da Alemanha, à "grande coligação" centrista não deverá suceder uma "coligação Jamaica". Outros partidos -- o NEOS (liberal), os Verdes e a Lista Pilz (dissidência dos Verdes) - deverão eleger deputados, mas em número insuficiente para formar maioria com Kürz.

O SPÖ deverá mesmo ter a sua votação mais baixa de sempre e ficar em terceiro lugar. "Provavelmente haverá uma aliança preto-azul", disse Kern.

Preto é uma referência à cor política do partido de Kurz; azul é a cor da extrema-direita na Áustria.

Houve já uma coligação "preto-azul" em 2000. Na altura, os outros governos da União Europeia chegaram a fazer um "cordão sanitário" à volta da Áustria, impondo algumas sanções diplomáticas a Viena.

A Europa foi desta vez um tema praticamente ausente da campanha eleitoral. O ÖVP fez uma campanha muito centrada na figura de Kurz e na promessa de renovação. A extrema-direita focou-se na sua oposição à imigração, sobretudo islâmica.

Os socialistas foram afetados por um escândalo ligado a um consultor político israelita. Tal Silberstein fora contratado para aconselhar a campanha do SPÖ, mas foi demitido depois de acusações de envolvimento em lavagem de dinheiro. Pouco depois, uma investigação da revista "Profil" apurou que Silberstein estava por trás de sites e grupos no Facebook de "fake news" que atacavam Sebastian Kurz. O chanceler Kern negou qualquer conhecimento desta "campanha negra", mas o secretário-geral do partido, Georg Niedermühlbichler, demitiu-se.

As consequências de uma coligação "preto-azul" dependerão do equilíbrio de forças exato que resultar das eleições. Também resta saber se a extrema-direita levará ao governo figura da "linha dura" como o seu líder, Heinz-Christian Strache, ou personalidades mais moderadas como Norbert Hofer (candidato à presidência derrotado em 2016).

A possibilidade de um "Auxit" foi excluída por todas as forças políticas, incluindo o FPÖ. A extrema-direita deverá contudo exigir que a Áustria continue a defender uma política mais agressiva relativamente à imigração na Europa.

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