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Vuelta: Armée foi o mais forte da fuga, Froome mais confortável na liderança

Logótipo de LusaLusa 07/09/2017 Simão Freitas
Grzegorz Momot/PAP © EPA / Grzegorz Momot Grzegorz Momot/PAP

Liébana, Espanha, 07 set (Lusa) – O ciclista belga Sander Armée (Lotto Soudal) foi hoje o homem mais forte da fuga do dia e venceu a 18.ª etapa da Volta a Espanha, enquanto o britânico Chris Froome (Sky) reforçou a liderança da geral.

O belga, de 31 anos, cumpriu a ligação entre Suances e o alto de Santo Toribio de Liébana, de 169 quilómetros, em 4:09.39 horas, menos 31 segundos do que o cazaque Alexey Lutsenko (Astana), segundo, e 46 face ao italiano Giovanni Visconti (Bahrain Mérida), terceiro.

Após ter exibidido fragilidades na véspera, perdendo tempo, o camisola vermelha deu uma demonstração de força no último quilómetro, ao atacar e ganhar tempo a vários integrantes do ‘top 10’, nomeadamente ao italiano Vincenzo Nibali (Bahrain Mérida), que perdeu 21 segundos e está agora a 1.37 minutos.

Depois da ‘surpresa’ do austríaco Stefan Denifl (Aqua Blue Sport), vencedor na quarta-feira, a tirada de hoje voltou a ter um vencedor inesperado, com Armée a fazer frente aos outros fugitivos, entre eles oito vencedores de etapas na ‘Vuelta’, para conquistar a primeira vitória no ‘World Tour’.

No último quilómetro, o belga deixou para trás Lutsenko, que já tinha triunfado na quinta etapa, e levantou os braços depois de um dia inteiro na fuga.

A animar o dia esteve o grupo de fugitivos mais ‘folgado’ desta edição, com os 20 corredores, entre eles o português Nelson Oliveira (Movistar), a alcançarem uma vantagem que chegou a superar os 12 minutos.

O pelotão não sentiu o grupo como uma ameaça à geral e não rolou a um ritmo particularmente elevado, excetuando quando a Katusha-Alpecin, onde pontua o russo Ilnur Zakarin, quarto à geral, se isolou na frente e provocou vários cortes.

No grupo de favoritos, o italiano Fabio Aru (Astana) tentou recuperar tempo perdido e atacou, mas nenhuma das restantes – e numerosas - iniciativas dos pretendentes à camisola vermelha, durante toda a tirada, conseguiu ter sucesso.

Dentro dos últimos 1.000 metros, foi mesmo Froome a atacar, com o espanhol Alberto Contador (Trek-Segafredo) e o canadiano Michael Woods (Cannondale Drapac) a seguirem o líder.

No final, o segundo classificado Vincenzo Nibali (Bahrain Mérida), que ontem tinha abatido 42 segundos à diferença para Froome, foi o maior prejudicado, cedendo 21 segundos para a frente, agora a 1.37 minutos de distância.

O terceiro classificado, o holandês Wilco Kelderman (Sunweb) está aa 2.17 minutos, com o russo Ilnur Zakarin em quarto a 2.29 minutos, 1.05 de vantagem em relação a Contador, o quinto.

Três dos quatro ciclistas lusos em prova chegaram integrados no mesmo grupo, a 24.47 minutos do vencedor, com Ricardo Vilela (Manzana Postobon) em 96.º, Nelson Oliveira (Movistar) em 98.º e Rui Costa (UAE Emirates) em 120.º, enquanto Rafael Reis chegou na 164.ª posição.

No que toca à geral, Costa perdeu três lugares e é 43.º, Oliveira 46.º (era 44.º), Vilela 53.º (era 49.º) e Reis 135.º (era 134.º).

Na sexta-feira, antepenúltimo dia de prova, os ciclistas atravessam 149,7 quilómetros entre Caso e Gijón, numa jornada de média montanha com quatro contagens, uma de primeira categoria e três de terceira, o que poderá propiciar novos ataques à liderança, hoje reforçada, de ‘Froomey’.

SIYF // PFO

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