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Vuelta: o dia de glória depois do autocarro queimado

Logótipo de O Jogo O Jogo 06/09/2017 Hugo Monteiro

Ciclista austríaco Stefan Denifl (Aqua Blue Sport) mostrou-se ao pelotão internacional, ao vencer isolado a 17.ª etapa da Volta a Espanha.

O ciclista austríaco Stefan Denifl (Aqua Blue Sport) mostrou-se ao pelotão internacional, ao vencer isolado a 17.ª etapa da Volta a Espanha, num dia em que o britânico Chris Froome (Sky), líder da geral, perdeu tempo. Denifl, de 29 anos, cumpriu a tirada de 180,5 quilómetros, que culminou numa subida de categoria especial, em Los Machucos, em 4:48.52 horas, 28 segundos à frente do espanhol Alberto Contador (Trek-Segafredo), enquanto o colombiano Miguel Angel López (Astana) foi terceiro, a 1.04 minutos, a encabeçar o grupo em que chegou o italiano Vincenzo Nibali (Bahrain Merida), quarto na etapa e segundo na geral, que ganhou 42 segundos ao camisola vermelha.

Depois de se ter sagrado campeão austríaco de contrarrelógio, em 2007, e de voltar a sorrir na terra natal este ano, ao vencer a Volta à Áustria, o corredor de 29 anos conseguiu a maior vitória da carreira, feito extensível à Aqua Blue Sport, criada em 2017.

Nem mesmo o melhor dia de Contador, que voltou a ser segundo, mas conseguiu encurtar distâncias para a frente da corrida, impediu o austríaco de triunfar e vingar o azar da sua equipa, a primeira formação irlandesa numa Grande Volta, que, depois da 11.ª etapa, viu o seu autocarro incendiado, correndo agora com um veículo emprestado pela portuguesa LA Alumínios -- Metalusa -- BlackJack.

Da fuga do dia, os mais fortes revelaram ser o espanhol Dani Moreno (Movistar) e Denifl, que se lançaram ao 'inferno' das últimas duas subidas, uma de primeira categoria e outra de contagem especial, em busca da vitória.

© Javier Lizon/EPA

Na última subida, que chegou a ter pendentes de 26%, o colombiano López fez justiça ao trabalho da Astana na etapa inteira, procurando colocá-lo na melhor posição para tentar vencer, e atacou o pelotão reduzido aos favoritos ao top 10, com apenas Contador a seguir o colombiano, antes de o espanhol arrancar sozinho para novo segundo lugar.

Com Froome atrasado, também o 'tubarão de Messina', que procura emular o sucesso de 2010, impôs um ritmo alto, a par do russo Ilnur Zakarin (Katusha-Alpecin), e deixou para trás alguns dos candidatos ao 'top 10'.

Depois de ter dominado o contrarrelógio de terca-feira, Froome claudicou na alta montanha e tem Nibali como rival mais próximo, a 1.16 minutos, mas Kelderman também se aproximou, agora a 2.13, com Zakarin a 2.25 e Contador, quinto, que ganhou tempo a todos e está a 3.34 da camisola vermelha e a 1.21 dos lugares do pódio.

A par do veterano espanhol, que está a quatro dias de se retirar do ciclismo profissional, também o canadiano Michael Woods (Cannondale Drapac) teve um dia positivo dentro do 'top 10', saltando do 10.º para o sétimo posto, enquanto o colombiano Esteban Chaves (Orica-Scott) teve um dia para esquecer e caiu para 12.º.

Rui Costa (UAE Emirates) teve a melhor prestação entre os ciclistas lusos, ao ser 68.º na etapa, mesmo que tenha caído para o 40.º posto da geral, que é agora o melhor registo português, depois do tombo de Nelson Oliveira (Movistar), que cortou a meta em 124.º e caiu nove lugares, para 44.º.

Ricardo Vilela (Manzana Postobon) é 49.º à geral, duas posições abaixo em relação a terça-feira, depois de ser 85.º em Los Machucos, enquanto Rafael Reis (Caja Rural-Seguros RGA) chegou em 143.º lugar e é 134.º.

Na quinta-feira, o pelotão enfrenta os 169 quilómetros entre Suances e a subida ao mosteiro de Santo Toribio de Liébana, com uma subida de segunda categoria e três de terceira, a última das quais a culminar na meta.

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