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W52-FC Porto na Volta com um líder e sem plano B

Logótipo de O Jogo O Jogo 02/08/2017 Hugo Monteiro

Nuno Ribeiro nem hesita ao apontar Gustavo Veloso como o único líder da W52-FC Porto e ao negar que tenha um plano B para a 79.ª Volta a Portugal em bicicleta.

© Fábio Poço/Global Imagens

Com uma equipa recheada de craques, Nuno Ribeiro nem hesita ao apontar Gustavo Veloso como o único líder da W52-FC Porto e ao negar que tenha um plano B para a 79.ª Volta a Portugal em bicicleta.

Questionado sobre quem vai ser o líder da W52-FC Porto na Volta a Portugal, o diretor desportivo dos dragões respondeu automaticamente "o Gustavo" [Veloso, vencedor da Volta em 2014 e 2015 e segundo classificado o ano passado, atrás do colega Rui Vinhas], rindo-se quando se lhe pede a sua segunda opção.

"Neste momento, não há plano B. Só temos um líder, que é o Gustavo. Temos respeito pelo Vinhas por ter vencido a Volta do ano passado e, por isso, vai partir com o dorsal número 1. A equipa tem de ter respeito por aquilo que ele nos deu. Logicamente, perante a época que têm feito, tanto o Raúl [Alarcón], como o Amaro [Antunes] são ciclistas que são uma mais-valia e que, ao nível a que têm estado, podem estar na frente da corrida", acabou por reconhecer.

Visto de fora, não parece fácil conciliar as expectativas de três antigos vencedores da prova rainha do calendário nacional -- além de Veloso e Vinhas, há também Ricardo Mestre (2011) -- e daqueles que têm sido os corredores mais impressionantes esta temporada (Alarcón e Antunes), mas Nuno Ribeiro não se incomoda com as dúvidas despertadas pela convivência de tantos craques.

"Essa é a pergunta que nos fazem há quatro anos. Grande parte dos ciclistas que são líderes na nossa equipa já estiveram nas equipas adversárias e acabaram por não fazer épocas como fizeram aqui ou resultados como os que têm feito. A equipa é boa na sua totalidade, conseguimos dar-lhes, enquanto ciclistas, conforto quando estão na liderança de uma corrida. Todos eles tiveram oportunidade ao longo do ano de conseguir alcançar alguma vitória. Na Volta temos uma estratégia e todos vão partir com a perceção de qual é o objetivo da equipa", defendeu.

Para o diretor desportivo da W52-FC Porto, o segredo do sucesso demolidor da sua equipa passa por conseguir potenciar as qualidades escondidas dos seus ciclistas e por definir os papéis de cada um.

"Nós temos uma equipa boa, que vai trabalhar para ganhar a Volta. Partimos com o objetivo claro de ganhar, temos um líder que é o Gustavo e, a partir daí, temos outros que conseguem dar garantias de ganhar a Volta", admitiu.

As eternas comparações com a Sky arrancaram um sorriso ao vencedor da Volta a Portugal de 2006, que se limitou a reconhecer que não há como esconder que a sua equipa é a que tem conseguido melhores resultados desportivos entre as seis formações nacionais e que, se forem obrigados a reagir às iniciativas dos rivais, assim o farão.

"Eu como treinador de ciclismo e líder desta equipa não sou muito de arriscar com grandes fugas, por isso automaticamente não vou arriscar nenhuma fuga de gente perigosa. Se tiver de puxar, puxo. Se tiver de atacar, ataco. É esta a minha ideia enquanto treinador", confessou.

O responsável técnico nas vitórias de Vinhas, o campeão em título, que em 2016 fugiu para um inesperado triunfo, e de Veloso em 2015, acredita que esta Volta a Portugal, que estará na estrada entre sexta-feira, dia do prólogo de Lisboa, e 15 de agosto, data do contrarrelógio de Viseu, começará a ser decidida desde o primeiro momento.

"Não vou estar a dizer que a Volta se vai decidir na serra [da Estrela] ou no contrarrelógio. No ano passado, a Volta decidiu-se numa etapa por quem ninguém dava cinco tostões. Era uma etapa de transição, a seguir à Senhora da Graça, e a corrida decidiu-se naquele dia. [Nesta edição] vão haver poucos dias para ganhar a Volta, mas para se perder pode ser qualquer um. Quando digo que o primeiro dia é importante é porque é um dia em que, numa Volta que é decidida por segundos, se conseguem diferenças de 15 até 30 segundos para outros candidatos, que podem atacar na montanha", referiu.

Nuno Ribeiro confessou ainda à Lusa que, logo no prólogo, os homens da W52-FC Porto vão lutar para ficar à frente dos outros candidatos, sendo os 'alvos a abater' os suspeitos do costume: "O [Rinaldo] Nocentini, o [Alejandro] Marque, o Rui Sousa, o gémeo [Domingos Gonçalves], o Edgar Pinto, o Vicente de Mateos. São ciclistas que temos de ter em conta diariamente porque vão estar na discussão".

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