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Wall Street fecha em baixa com investidores dececionados por resultados empresas

Logótipo de O Jogo O Jogo 25/10/2017 Administrator

A bolsa nova-iorquina encerrou hoje em baixa, com os investidores dececionados com os resultados apresentados por algumas empresas e com dúvidas quanto à pessoa que vai presidir à Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA.

Os resultados definitivos da sessão indicam que o Dow Jones Industrial Average desceu 0,48%, para os 23.329,46 pontos, e o Nasdaq 0,52%, para os 6.563,89.

Da mesma forma, o S&P 500 recuou 0,47%, para as 2.557,15 unidades.

Em plena época de divulgação de resultados trimestrais, os investidores acolheram com frieza uma série de resultados pouco convincentes.

O emissor de cartas de crédito Visa valorizou 1,00%, depois de divulgar resultados acima das expectativas. Mas a Coca-Cola cedeu 0,28%, apesar de superar as previsões dos analistas, e a Boeing, cujos resultados trimestrais foram afetados por uma nova acusação ligada ao avião de reabastecimento KC-46, perdeu 2,85%.

Vítimas da divulgação de resultados ou previsões dececionantes, a cadeia de restauração Chipotle caiu 14,58% e o fabricante de componentes informáticas AMD 13,47%.

Em todo o caso, para Maris Ogg, da Tower Bridge Advisors, "esta época de resultados, no seu conjunto, está longe de ser dececionante". Alguns resultados são, "aqui ou ali, um pouco fracos", mas "as margens são elevadas, bem acima da média".

O mercado das ações também foi influenciado hoje pela progressão no mercado obrigacionista do rendimento das obrigações do Tesouro, a 10 anos, que evoluíam a um nível nunca visto desde março, uma vez que estes títulos costumam evoluir de forma inversa (um sobe, o outro desce).

Esta tendência "responde à confluência de vários elementos", segundo Christopher Low, da FTN Financial.

"Todos os operadores concordam em considerar que a reforma dos impostos, que está a ser negociada, deverá estimular a economia e as encomendas de bens duradouros em setembro superaram largamente as expectativas, sinais de que a economia vai ter um bom desempenho", observou.

"Ao mesmo tempo, os principais candidatos à presidência da Reserva Federal são considerados mais ofensivos do que Janet Yellen", acrescentou. "E os investidores dão por assente que o banco central pode decidir subir as taxas de juro mais rapidamente do que previsto", acrescentou.

"Mas taxas de juro mais elevadas reduzem os lucros das empresas, o que ameaça o mercado acionista", adiantou.

O mandato de Yellen à frente da Fed acaba no início de fevereiro. Em breve, Donald Trump deve indicar se a reconduz ou substitui.

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