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Web Summit: Sueco e húngaro criam plataforma para dinamizar economia local portuguesa

Logótipo de O Jogo O Jogo 30/10/2017 Administrator

Dois jovens europeus, um sueco e um húngaro, decidiram unir-se para criar em Portugal uma plataforma digital de transação de produtos alimentares que visa conectar os pequenos produtores aos negócios locais com base na proximidade geográfica.

A "Lettuce Grow", cuja página deverá estar operacional até ao final do ano, foi uma das 150 'startups' nacionais selecionadas no Road 2 Web Summit e que podem beneficiar de um desconto de 50% para participar na edição deste ano da cimeira, que acontece entre 5 e 9 de novembro, em Lisboa.

À Lusa, o responsável pelo desenvolvimento informático da plataforma, Gabor Torok, contou que, após uma pesquisa, ele e o sócio, Daniel Lind, escolheram Portugal para implantar o projeto por ser um país onde existem muitas pequenas quintas e um grande potencial para a agricultura, que não está devidamente explorado.

"Há muitas pequenas quintas em Portugal, o clima é excelente para a agricultura e também descobrimos que há muitas pequenas quintas abandonadas, há pequenos agricultores que por alguma razão não conseguem suportar a atividade, por isso desistem", observou.

O húngaro de 33 anos, que também é cozinheiro em "part-time" e atualmente está baseado no Algarve, desenvolveu a parte tecnológica, mas foi o sueco Daniel Lind, de 26 anos, que vive em Lisboa, que gere e concebeu a "Lettuce Grow", depois de se revoltar contra a precariedade laboral em Portugal.

"Com este projeto, nós queremos ajudar a economia portuguesa, queremos aumentar a qualidade de vida dos portugueses, que na sua maioria têm trabalhos precários, o que não é justo", observou, lamentando igualmente o facto de Portugal importar 60% dos produtos de origem agrícola de Espanha.

Daniel Lind acredita que Portugal tem melhores produtos, mas os pequenos agricultores não os conseguem escoar porque sai mais barato às grandes multinacionais, que dominam o mercado, importar em grandes quantidades, em vez de comprar localmente.

"Nós só ficaremos 5% das transações, o que significa que os agricultores podem ganhar três a quatro vezes mais pelos produtos, e estamos a tentar com que a distribuição seja gratuita, mas ainda não sabemos se vamos conseguir", explicou.

Na plataforma, será possível fazer pesquisas por produto e ver imagens dos produtos, existindo uma mapa que revela a localização das quintas e a proximidade a que estão dos clientes.

Além de legumes, vegetais e fruta, a plataforma também engloba a transação de produtos como carne, mel, ovos ou vinho.

Com este projeto, Gabor e Daniel querem também comprar e dar uma utilização aos desperdícios dos produtores, nomeadamente, frutas, para fazer compotas.

"Acreditamos que as pessoas devem comprar produtos de qualidade na vizinhança e não ir longe, porque isso não é sustentável", conclui Gabor Torok.

Proprietário de um pequeno restaurante 100% vegan em Loulé, onde não se servem produtos de origem animal e que abriu em fevereiro deste ano, Bruno Santos garantiu à Lusa que vai ser um dos primeiros clientes da plataforma.

"Foi um projeto que me interessou bastante porque vai facilitar-nos imenso adquirir estes produtos, conhecer mais agricultores e mais mercado", referiu.

Para o empresário, a "Lettuce Grow" tem também a vantagem de incluir a distribuição do produto, através de um "ato de pagamento mais fácil", por ser tudo online, o que torna mais rápida a tarefa de fazer as encomendas.

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