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Wendell Lira entre prémios, desemprego e agora destaque no Football Talks

Logótipo de O Jogo O Jogo 22/03/2017 Alcides Freire

Wendell Silva Lira, o brasileiro que conquistou o Prémio Puskás, em 2015, deixou os relvados para se dedicar aos videojogos, foi um dos palestrantes do primeiro dia do Football Talks

© fpf.pt

Wendell Silva Lira fez um resumo da sua carreira e da proposta de dois milhões de euros do Milan que o Goiás recusou.

"Vivi os dois lados da moeda, o lado glamoroso e a parte ruim, a parte escura. Joguei ao lado de grandes jogadores. Vivi o auge da carreira muito cedo. Com 16 anos, joguei profissional, num plantel do Libertadores. Achei que a minha vida estava a começar da melhor maneira e, quem sabe, escrever o meu nome na história do futebol. Em 2006 fui artilheiro ao lado do pato, e eleito melhor jogador do campeonato. Não havia Neymar ainda, eu pensava que podia ser o novo Robinho. Fiz parte de seleção jovem com Pato, Sidnei que jogou em Portugal...Depois, veio proposta do Milan, de dois milhões de euros. Tinha apenas 17 anos. Falava muito em casa, porque éramos uma família humilde. O Goiás não aceitou, porque já tinha vendido um jogador, achavam que segurando-me, o passe seria valorizado para ganhar mais dinheiro. Mas, duas semanas depois, rompi o ligamento cruzado. Demorei um ano e sete meses a voltar a jogar porque também tinha um problema de cartilagem", contou Wendell Silva Lira, que teve de lidar com uma série de infortúnios, a partir desse momento.

"Voltei ao Goiás e tive a segunda lesão do ligamento cruzado e foram mais dez meses fora! O Goiás, sem acreditar em mais propostas, deixou acabar contrato. Saí chateado, pensava que ia dar uma vida melhor à minha família. Aí, percebi que o meu grande suporte foi a minha mãe, lá encontrei o que precisava para me reerguer de novo. Rodei em clubes pequenos. Estive quatro meses desempregado, sem propostas até ir jogar para a terceira divisão. Apareceram dez propostas e pensei que era desta. Foi onde menos dinheiro ganhei que me senti mais feliz e fiz amigos... Saí do Novo Horizonte e fui para o Goianesia, onde fiz o golo que me deu o Prémio Puskás. Estavam 342 pessoas no estádio, fiz um golo bonito, parecia um golo simples que não ia dar mais nada. Mas depois de fazer um campeonato brilhante, de participar em 80% dos golos da equipa, com a minha mãe a dizer que devia abandonar para ir trabalhar com ela na lanchonete... e fui mesmo, atendia na caixa e nas mesas, pois voltei a ficar quatro meses sem contrato", revelou.

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