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Yuran analisa Portugal: "Antes, Ronaldo queria ter bola e fazer tudo sozinho"

Logótipo de O Jogo O Jogo 28/06/2017 Alcides Freire
Cristiano Ronaldo © Fornecido por O jogo Cristiano Ronaldo

Com Quaresma, André Silva, Nani e Bernardo Silva - "E como joga Bernardo", exclama Yuran, a O JOGO -, Portugal já não é apenas "a equipa de Ronaldo"

Sete golos de Portugal na fase de grupos da Taça das Confederações, seis marcadores diferentes - só Cristiano Ronaldo picou o ponto em duplicado na campanha que culminou com o apuramento para as meias-finais da competição, para agora encarar o Chile. Da bancada, Sergey Yuran, ex-internacional russo que na Liga portuguesa vestiu as camisolas de Benfica e FC Porto, vê uma equipa "com gente que sabe o que faz" e deixou de viver apenas na sombra da sua grande estrela. "Ronaldo é Ronaldo, mas o futebol não é apenas um jogador. Nos jogos que vimos na Rússia, a Seleção portuguesa mostrou que tem jogadores muito bons, com técnica, drible, precisão de passe e velocidade. Valorizam imenso o espetáculo. Quaresma, Nani, André Silva, Bernardo Silva... E que bom jogador é Bernardo! Ficámos encantados com ele. Dá espetáculo, pode vir a ser uma grande estrela do futebol mundial", analisa Yuran, a O JOGO, feliz pela qualificação da equipa das Quinas, mas ao mesmo tempo pesaroso pela saída de cena da sua Rússia, embora confesse que o desfecho não o apanha desprevenido: "Ainda é difícil a nossa seleção conseguir bater-se com equipas como Portugal e o México, que têm jogadores a atuar em grandes equipas e grandes campeonatos na Europa. No futebol há sempre lugar a surpresas, mas o nosso coletivo ainda não é forte."

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Ex-avançado, Yuran fala à vontade sobre golos e como se chega às balizas, mas hoje, com 48 anos, também lê o jogo, pensa e opina como treinador que é, salientando uma evolução na forma de atuar da Seleção portuguesa cuja responsabilidade e mérito atribui a Fernando Santos, que, no entender do russo, transformou a equipa ao promover o cruzamento do "realismo tático e da qualidade técnica". "Há ali muito trabalho do treinador, que encaixou bem as peças do puzzle. Os portugueses agora podem dizer "temos Ronaldo, mas também temos uma equipa". Antes, Ronaldo queria ter bola e fazer tudo sozinho. Já não é assim. A bola é de todos e para todos. E isso também é bom para ele, como se tem visto nesta Taça das Confederações", considera Yuran.

Os russos têm grande admiração por Cristiano Ronaldo - constata-se pela reação do público nos estádios, mas também em qualquer conversa que envolva futebol, mesmo se no fim da mesma, como nos sucedeu em Kazan, o interlocutor remate a troca de impressões dizendo que a sua referência é Zidane ou, como sucedeu noutro caso, diga que o seu favorito "é aquele do Real Madrid, o do cabelo grande [Marcelo]". "O respeito por Ronaldo e pelo futebol português é muito grande na Rússia, porque o nosso povo gosta de equipas que jogam bom futebol e que ganham. Portugal é o campeão da Europa, por isso batemos palmas. É normal que contem com o nosso apoio e o nosso entusiasmo no resto da competição", enfatiza Yuran. Em português, claro.

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