Está a utilizar uma versão de browser mais antiga. Utilize uma versão suportada para obter a melhor experiência possível com o MSN.

Vale três pontos, mas alguém ficou satisfeito?

Logótipo de Zerozero.pt Zerozero.pt 09/03/2019 Gaspar Castro
Vale três pontos, mas alguém ficou satisfeito? © Catarina Morais / Kapta + Vale três pontos, mas alguém ficou satisfeito?

Foi no fim, foi com polémica à mistura, foi com o homem do costume a salvar o leão. O Sporting esteve a perder desde os primeiros minutos, empatou com um auto-golo e quando parecia que ia sair do Bessa com apenas um ponto na bagagem viu João Pinheiro apontar para a marca de penálti e Bruno Fernandes, sempre ele, a garantir os três pontos.

Numa jornada em que o Braga venceu o dérbi minhoto, a ameaça de ficar a cinco ou seis pontos do pódio foi clara durante o jogo no Bessa, mas esse golo nos últimos suspiros mantém os leões a três pontos do terceiro lugar. Vitória sofrida, muito contestada pelos axadrezados e que não chega de todo para acalmar o desânimo leonino.

Mal deu para nos sentarmos

Um Boavista com Gustavo Sauer em estreia - e a envergar uma touca de proteção -, um Sporting a querer mostrar que há forma de encontrar a baliza adversária sem Bas Dost e sem depender única e exclusivamente de Bruno Fernandes. Não foi desta que isso se viu, porque tal como é costume foi o número 8 a assegurar os três pontos.

Ainda alguns adeptos se estavam a sentar quando o marcador mexeu pela primeira vez. A bola rolava há pouco, voltou a parar e o golo axadrezado apareceu: Bueno a bater um livre na direita, bola para a grande área, ressaltos e Neris, no limite em termos posicionais, a encostar para bater Renan Ribeiro. 

Dois minutos e uns quantos segundos. Uma equipa ainda em busca do conforto no que à manutenção diz respeito a vencer uma equipa de outras aspirações, de outros argumentos, mas incapaz de o mostrar com evidência. Aliás, só mesmo um infortúnio permitiu que a vantagem fosse anulada, com Edu Machado a colocar na própria baliza de um cruzamento de Raphinha na direita. Ainda íamos nos 17 minutos.

Mesmo sendo finalizado por um adversário, o golo recompensava a boa reação leonina e a posse de bola era do Sporting quase em exclusivo... mas faltavam ideias muitas vezes, faltava pontaria algumas vezes, faltava sempre algo à equipa de Keizer. Uma bomba de Bruno Fernandes, inspiração de Raphinha a rasgar a grande área, qualquer momento à candidato ao título, ainda que esse título esteja bem longe. E a história continuava no segundo tempo...

Lá veio o pronto-socorro

Ainda não falámos de Luiz Phellype, o substituto de Bas Dost... porque o brasileiro voltou a estar a anos-luz da melhor versão do holandês. Aos 25 minutos, teve a melhor ocasião da primeira parte para fazer o Sporting saltar para a vantagem e acertou no ferro da baliza de Bracali. E pouco mais fez.

O outro ponta-de-lança do jogo, Falcone, também pouco se via, mas porque o Boavista tinha as dificuldades esperadas para atacar. Quando a bola se aproximou do avançado argentino, apareceu Mathieu a cortar no momento certo. Assim, os axadrezados iam confiando na boa organização defensiva de Neris, Jubal e companhia... e o relógio ia andando.

Bruno Fernandes mostrava-se mais no segundo tempo e as melhores ocasiões partiam quase sempre dos pés dele. Obrigou Bracali a esmerar-se duas vezes, numa delas com um pontapé acrobático, cruzou para Coates cabecear para defesa do guarda-redes axadrezado. Ameaçou, ameaçou... até que teve a oportunidade ideal para deixar marca.

Keizer tinha mexido tarde, continuavam a faltar ora ideias ora pontaria, mas João Pinheiro viu um penálti que, para quem estava no estádio, foi no mínimo difícil de justificar. Bruno Fernandes, de regresso ao Bessa, não se fez rogado. E assim o Sporting regressou aos triunfos fora de casa.

AdChoices
AdChoices

Mais do Zerozero.pt

image beaconimage beaconimage beacon