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Brittney Griner não conseguiu falar e na WNBA fez-se silêncio. Apesar de esperada, a sentença da jogadora foi difícil de digerir

Logótipo de Tribuna Tribuna há 3 dias Rita Meireles

Muitos já esperavam este desfecho, o que não tornou mais fácil o momento em que Brittney Griner foi condenada a nove anos de prisão, na Rússia. Depois disso, a WNBA uniu-se para mostrar apoio à jogadora e continuar a lutar para que esta possa regressar aos Estados Unidos

© ALEXANDER ZEMLIANICHENKO

Na passada quinta-feira, no momento em que as Phoenix Mercury deveriam estar a aquecer para o jogo frente às Connecticut Sun, só a treinadora Vanessa Nygaard e a restante equipa técnica é que entraram em campo. As jogadoras ficaram no balneário, coladas ao ecrã da televisão para assistirem ao momento em que o tribunal russo anunciaria o destino da colega de equipa. Brittney Griner seria condenada a nove anos e meio de prisão.

“Foi como estar à espera que uma bomba caísse”, confessou Diamond DeShields.

Feita a sentença, a hipótese que resta para Griner regressar a casa exige que a Rússia e os Estados Unidos cheguem a acordo em relação à troca de prisioneiros. A decisão da justiça russa foi difícil de digerir para quem costumava partilhar a quadra com a basquetebolista.

"E ainda é suposto que joguemos este jogo", disse Skylar Diggins-Smith. "Ninguém queria jogar hoje [quinta-feira]. Como devemos sequer abordar o jogo e abordar a quadra com uma mente clara quando todo o grupo está a chorar antes do jogo?"

Ainda antes da partida, as luzes do pavilhão baixaram e jogadoras, equipas técnicas, árbitros e adeptos deram os braços durante 42 segundos, o número que Griner usa na camisola, em solidariedade com a jogadora. O silêncio só foi quebrado pelos gritos de alguns adeptos: “Tragam-na para casa”, ouviu-se na arena.

Terminados esses 42 segundos e o jogo, que as Mercury perderam por 77-64, o foco continuou a ser a situação de Brittney Griner, sentenciada por tráfico de droga na Rússia. A decisão do tribunal não surpreendeu muita gente, principalmente os analistas que acompanharam o caso e conhecem a justiça russa, mas não deixou de afetar várias pessoas.

“Foi um dia realmente emotivo para toda a nossa equipa, mas sabemos que não podíamos depositar as nossas esperanças no sistema judicial russo. Só a queremos em casa", disse Nygaard aos jornalistas.

A mensagem “Free BG” ecoou pelas redes sociais ao longo de todo o dia, com várias jogadoras da WNBA e atletas de outras modalidades a partilharem.

Erica Wheeler, das Atlanta Dream, escreveu no Twitter: "O meu coração está com a família da BG [Brittney Griner] e com a sua mulher! Hoje custou um pouco mais, ela é nossa irmã! Nem consigo imaginar como se sente a família dela! Rezo para que Deus esteja a proteger a sua mente, mas, mais importante ainda, continua a lutar BG... temos que te trazer para casa!"

Lexie Brown, que joga pelas Los Angeles Sparks, escreveu na mesma rede social: "Qualquer um que regresse à Rússia para jogar é louco. Isto está a partir-me o coração".

A jornalista Cari Champion também se pronunciou sobre o tema: “A BG é uma americana. A BG é uma atleta olímpica. A BG é uma all-star. A BG é filha, esposa, amiga. A BG é uma americana. A BG ESTÁ NUMA JAULA. A BG é nossa. Tragam-na para casa”.

Quem também foi apanhado de surpresa foram os advogados da jogadora, que esperavam apenas metade dos anos da sentença. Já Griner parecia saber para o que ia, segundo a sua advogada, mas quando ouviu a sentença o choque foi difícil de suportar.

"Ela está muito perturbada, muito stressada", disse Maria Blagovolina, uma das advogadas de Griner, aos jornalistas após a audiência. "Mal consegue falar. É um momento difícil para ela".

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