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Toda a gente sabia de Weinstein. E até se faziam piadas sobre isso

Logótipo de Diário de Notícias Diário de Notícias 12/10/2017 DN
Em "30 Rock". Uma piada de 2012. © Direitos reservados Em "30 Rock". Uma piada de 2012.

Nas cerimónias dos Óscares ou nas séries de ficção: eram habituais os comentários à conduta de Weinstein.

A lista de mulheres que acusam o produtor Harvey Weinstein de assédio sexual, ou até mesmo de violação, continua a crescer. E uma das coisas que é mais impressionante neste caso é que esta conduta prolongou-se durante quase três décadas e parece que toda a gente em Hollywood sabia do que se passava.

E até se fizeram piadas sobre assunto.

Na série humorística 30 Rock (criada por Tina Fey), há uma cena em que Jenna (interpretada por Jane Krakowski) mostra que não se deixa intimidar por ninguém, dizendo: "Não tenho medo de ninguém no mundo do espetáculo. Eu recusei ter relações sexuais com Harvey Weinstein em pelo menos três ocasiões." O episódio foi exibido em março de 2012.

Em 2013, no anúncio das nomeações para os Óscares, depois de dizer os nomes das candidatas a Melhor Atriz Secundária, o ator Seth Macfarlene comentou: "Parabéns a todas as cinco atrizes, já não terão que continuar a fingir que se sentem atraídas pelo Harvey Weinstein." Os jornalistas na sala riem-se, cúmplices.

Também se comentava nos bastidores de Hollywood que a personagem Harvey Weingard (interpretada por Maury Chaykin), da série Entourage, criada pela HBO em meados dos anos 2000, era inspirada em Weinstein. Tratava-se de um produtor de cinema mal educado, que fervia em pouca água e abusava do seu poder:

Entretanto, as reações às acusações têm-se multiplicado. O chefe de comunicações da Amazon Entertainment, Craig Berman, afirmou que a empresa encontra-se atualmente a rever opções para as produções com a The Weinstein Company, cujo conselho de administração despediu, no domingo, o influente produtor de Hollywood de 65 anos. A série The Romanoffs, escrita e realizada por Matthew Weiner; e o drama, ainda sem título, com os atores Robert De Niro e Julianne Moore como protagonistas, de David O. Russell, figuram entre as produções que podem estar em risco.

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos anunciou, por seu lado, também na quarta-feira, uma reunião para discutir as alegações de que é alvo o conhecido e influente produtor de Hollywood e as eventuais ações a tomar. Num comunicado, citado pelos media especializados, a Academia de Hollywood qualifica de "repugnante", "abominável" e "antiética" a conduta de Harvey Weinstein que tem vindo a ser descrita, revelando que "o conselho de administração vai realizar uma reunião especial no sábado, dia 14, para discutir as acusações contra Weinstein e as ações que [as mesmas] mereçam por parte da Academia".

Entre as possibilidades em cima da mesa figura a de uma eventual expulsão do produtor da organização, da qual é membro há mais de duas décadas, à semelhança do que fez a Academia Britânica de Cinema e Televisão (BAFTA) que anunciou na quarta-feira a suspensão imediata de Harvey Weinstein.

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