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Filha de cantora Dina fala de como é ser filha de casal homossexual: "Elas só não eram casadas porque não podiam"

Logótipo de Famashow Famashow 18/04/2019 Fama Show
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Ana Rita, técnica de radiologia e DJ, é a discreta filha de Dina. A autora de Amor de água fresca venceu o Festival da Canção de 1992, viveu uma relação homossexual durante 17 anos e, dessa história de amor, nasceu um rebento.

Para a jovem de 31 anos, Dina é Naná e é assim - de forma intimista - que apresenta a mãe. Em 2016, a artista assumiu-se bissexual publicamente. De resto, pouco mais se sabia sobre a vida pessoal da cantora.

Em entrevista à Nova Gente, Ana Rita contou pormenores sobre a relação entre Dina e Paula: "A minha mãe biológica e a Naná tiveram uma relação durante 17 anos. Nasci sete anos depois de se conhecerem e vivemos como uma família tradicional até aos meus 10 anos. Elas só não eram casadas porque não podiam nessa altura".

À mesma publicação a DJ acrescentou a memória da dura separação das duas mães: "Eu nunca vi um beijo, nunca vi nada. Para mim elas eram as duas as minhas mães. Quando tinha 4 anos, perguntei pelo meu pai, porque os pais das minhas amigas da escola iam lá buscá-las. Não tinha pai, mas tinha um padrinho que fazia esse papel. A separação das minhas mães foi uma coisa muito difícil. Era tudo dividido como se fosse filha de pais divorciados: o pai e a mãe" e relembrou que poderá nem tudo ter sido um mar de rosas na relação de ambas as mães: "Elas tinham uma relação, viviam juntas e a minha mãe biológica apareceu em casa grávida e disse: 'É o nosso bebé, a nossa filha'".

Dina © Instagram Dina

Traição ultrapassada, Dina assumiu a criança que estava para nascer e tornou-se, dela, inseparável: "Não foi desejo da Dina a minha mãe ter aparecido grávida assim. Isso são outros quinhentos. Mas assumiu-me. A minha avó esteve no parto, mas a Naná estava ali à espera. Foi o meu primeiro colo, deu-me o meu primeiro banho, eu era o tesouro dela e ninguém me podia tocar. Fui sempre muito protegida por ela e de uma forma tão bonita e sempre tão cheia de amor. Até aos meus 10 anos tive tudo, fui uma pessoa tão feliz e é por isso que sou o que sou".

A artista foi, em vida, o "porto seguro" da filha que saudosa sublinha que Dina lhe "deixou o maior legado de valores, educação, tudo", explicando: "A minha mãe biológica era mais despreocupada. Não queria saber nem preocupar-se muito. Por isso mesmo todo o meu porto seguro era a Naná. A minha mãe também, mas a Naná era diferente, era minha mãe só que não me pariu".

Até a paixão pela música a filha herdou, graças à proximidade com o trabalho da cantora: "Como fazia os alinhamentos dos concertos da Naná, fui aprendendo a fazer o crescendo e o decrescendo. A Naná dava-me esse papel. O alinhamento do último álbum dela fui eu que fiz. Aprendi com ela como transmitir emoção com a música e fui desenvolvendo em mim essa competência. E passei a ser DJ".

Dina morreu no dia 11 de abril, vítima de fibrosa pulmonar que a fez abandonar os palcos em 2012. Tinha 62 anos.


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