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Com Lukas Graham no MEO Marés Vivas vale tudo, até tirar a t-shirt

Logótipo de BlitzBlitz 16/07/2017 Jorge Lopes (texto) e Hugo Sousa (fotos)

Há duas pequenas bandeiras dinamarquesas na plateia saudando a chegada ao palco dos Lukas Graham mas eles, sobretudo o vocalista Lukas Forchhammer, não parecem ter saudades de casa. Estando-se ainda em pôr-do-sol, ouvem-se elogios ao combo paisagístico Gaia + foz do Douro + Porto e pede-se fotografia para recordar mais tarde.

Com Lukas Graham no MEO Marés Vivas vale tudo, até tirar a t-shirt © Hugo Sousa Com Lukas Graham no MEO Marés Vivas vale tudo, até tirar a t-shirt

«7 Years» não é amostra representativa da estética central dos Lukas Graham (que ao atual trio base adicionam um pianista nativo de Nova Orleães e um oportuno trio de metais), coisa que outros singles, «Drunk in the Morning» e «Mama Said», explicam com maior clareza, e que o concerto no Marés Vivas deixa limpinho. A linguagem dominante é uma pop primaveril conduzida pelo piano, com pedaços de r&b clássico e um respirar hip-hop aqui e ali (como na inédita «Hayo», escutada no início do espetáculo). Em havendo necessidade de encaixá-los num contínuo estético, não virá a despropósito pensar nos Ben Folds Five e em Mika («Better Than Yourself», balada de cetim e faca de cozinha, podia ser do anglo-libanês).

O público é cortês e atento e alinha na conversa alongada de Forchhammer, um tipo que sabe cativar e que terá a pinta mais normal de todo o recinto. De jeans e t-shirt branca, serve um repertório com canções para o pai, para a mãe, para a infância. O momento em que Lukas e Magnus Larsson, o baixista, ficam em tronco nu para tocar «Strip No More» deverá ser tomado como uma espécie de humor nórdico. Fica por saber-se se o caminho dos Lukas Graham reduzir-se-á a «7 Years» (tocado no final, com o impacto previsível) e ao par adicional de quase-hits acima mencionados.

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