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“Foi gravado numa hora. Gravei, meti na net e tive sorte”. Piruka tem 15 milhões de visualizações num só vídeo

Logótipo de BlitzBlitz 12/01/2018 Blitz

“Eu bati num ano. De um ano para o outro apareci e é isto tudo. Estamos numa nova era”, afirma o rapper português ao “Cartaz” da SIC Notícias

“Foi gravado em uma hora. Gravei, meti na net e tive sorte”. Piruka tem 15 milhões de visualizações num só vídeo © Blitz “Foi gravado em uma hora. Gravei, meti na net e tive sorte”. Piruka tem 15 milhões de visualizações num só vídeo

Centenas de milhares de seguidores no YouTube e Spotify, milhões de plays acumulados nas plataformas de streaming, uma ascensão meteórica. Piruka foi um fenómeno da música portuguesa em 2017 e tudo, admite, graças à net.

O videoclip de "Se Eu Não Acordar Amanhã", que integra o álbum "AClara", lançado no ano passado, foi um dos vídeos mais vistos no Youtube português em 2017. 15 milhões de visualizações é a marca.

Ao "Cartaz" da SIC Notícias, André (verdadeiro nome de Piruka) fala desassombradamente: "Foi gravado numa hora. Numa sala, dentro do quarto e à porta da minha casa. Não houve uma poção para aquilo [chegar] aos 15 milhões [de visualizações]. Eu dizia ao meu agente que aquele som não ia 'bater'... Gravo, meto no Youtube e está bom. Há miúdos que me perguntam como é que eu faço para 'bater'... Eu não sei o que é que fiz para 'bater'! Gravei, meti na net e tiver sorte, graças a Deus".

Piruka soma mais de 340 mil subscritores no Youtube e no Instagram tem 256 mil seguidores, números que são indissociáveis do seu súbito sucesso. "Eu 'bati' num ano. De um ano para o outro, apareci e é isto tudo. Há muitos que só quase a morrer é que são conhecidos. Estamos numa nova era", afirma.

Piruka é um sinal claro das novas dinâmicas na indústria musical. Em julho deste ano, a BLITZ traçava-lhe o perfil:

Com uma estrutura informal, embora altamente eficaz, o rapper que tem por quartel-general uma pequena loja numa rua escondida de um bairro nas margens de Lisboa – decorado, por exemplo, com retratos de Kendrick Lamar, Drake, Kanye West ou Chris Brown da autoria de João Rodrigues, o artista que assinou as ilustrações da capa de Aclara – tem resistido aos avanços das editoras convencionais, até porque o que ouviu num primeiro momento, quando começou a dar sinais de que se poderia transformar no sucesso que o tempo confirmou, não foi o mais lisonjeiro: «Todos me diziam que com um nome destes eu nunca iria bater, nunca ninguém iria dizer o meu nome na rádio. Mas hoje», contrapõe André, Piruka para os muitos milhares que o seguem, «passo na Comercial e na RFM e só não toco na M80 porque tenho menos de 30 anos (risos)».

Nas primeiras abordagens de que foi alvo, revela-nos o rapper, chegou a haver quem lhe sugerisse com alguma veemência que teria que mudar de nome, mas não só: «eu nunca mudei nada, nem a maneira de vestir, nem de falar, continuo o mesmo. Chegaram a dizer-me que até teria que deixar de fumar, se quisesse servir de exemplo para os mais novos. Mas eu sou o mesmo puto, o mesmo parvinho de sempre. E tenho a mesma convicção do início: quem se ilude, desilude-se, e eu nunca tive ilusões», contou o artista ao jornalista Rui Miguel Abreu.

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