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Banco de Inglaterra sobe juros em 50 pontos base - e chega aos 2,25%

Logótipo de idealista idealista há 5 dias Redação
Banco de Inglaterra sobe juros © Foto de Robert Bye en Unsplash Banco de Inglaterra sobe juros

Dado o aumento contínuo da inflação, o Banco de Inglaterra voltou a subir as taxas de juro de referência, desta vez em 50 pontos base. Assim, as taxas de juro passam de 1,75% para 2,25%, o nível mais alto desde dezembro de 2008, anunciou o regulador esta quinta-feira, dia 22 de setembro. A instituição admite ainda o recuo do Produto Interno Bruto (PIB) nacional estimado em 0,1% no terceiro trimestre, colocando o Reino Unido em recessão económica.

A decisão de aumento dos juros de referência foi tomada depois da votação realizada pelo Comité de Política Monetária (Monetary Policy Committee, MPC) na reunião terminada a 21 de setembro. Mas não houve consenso sobre a dimensão do aumento das taxas de juro a adotar:

  • Cinco membros votaram para aumentar a taxa bancária em 0,5 pontos percentuais, para 2,25% - o que se concretizou;
  • Três membros preferiram aumentar a taxa bancária em 0,75 pontos percentuais, para 2,5%;
  • Um membro preferiu aumentar a taxa bancária em 0,25 pontos percentuais, para 2%.

O MPC, que define a política monetária para cumprir o objetivo de 2% de inflação, e de uma forma que ajude a sustentar o crescimento e o emprego, também votou pela redução do 'stock' de obrigações do Governo britânico adquiridas, financiadas pela emissão de reservas do banco central, em 80 mil milhões de libras durante os próximos doze meses, para um total de 758 mil milhões de libras, em conformidade com a estratégia estabelecida na ata da reunião do MPC de agosto.

"O Comité tomará as medidas necessárias para devolver a inflação à meta de 2% de forma sustentável a médio prazo, em consonância com a sua competência", defende o banco central.

No Relatório de Política Monetária de agosto, o MPC observou que os riscos em torno das suas projeções, tanto de fatores externos como domésticos, eram excecionalmente grandes, dado o aumento muito grande dos preços do gás por grosso desde maio e os consequentes impactos nos rendimentos reais das famílias do Reino Unido e na inflação.

O aumento do preço do dinheiro no Reino Unido surge depois de os Estados Unidos terem aumentado na quarta-feira as taxas de juro naquele país em 75 pontos base, que se situam numa faixa entre 3% e 3,25%, também nos níveis mais altos em 14 anos. Recorde-se que também o Banco Central Europeu (BCE) voltou a subir as taxas de juro diretoras em 75 pontos base no início do mês de setembro. Desde julho até agora, os juros diretoras na Europa subiram 125 pontos base.

Foto de Samuel Regan-Asante en Unsplash

Reino Unido em recessão? Contração do PIB estimado para 0,1% no 3.º trimestre

O Banco de Inglaterra estima que o Produto Interno Bruto (PIB) nacional pode ter-se contraído 0,1% no terceiro trimestre, que depois do recuo de 0,1% no segundo trimestre significaria que o Reino Unido já está em recessão.

Na nota divulgada esta quinta-feira, o Banco de Inglaterra (Bank of England, BoE) afirma que também alterou a sua previsão da inflação, que deverá atingir um pico de 11% em outubro, contra 13% anteriormente previsto. Isto acreditando que os planos do Governo para conter os preços da energia ajudarão a conter o índice de preços no consumidor (IPC).

O comité adverte que na sua reunião - marcada para dia 3 de novembro - irá analisar o impacto nas suas previsões económicas e o possível impacto nas taxas do novo plano de "crescimento" a ser apresentado esta sexta-feira pelo Governo conservador da primeira-ministra Liz Truss.

O Governo indicou que está a preparar medidas potencialmente inflacionistas e de aumento da dívida, tais como um corte no imposto sobre as sociedades e a eliminação do limite máximo dos bónus dos banqueiros, bem como empréstimos garantidos aos distribuidores de energia para limitar os aumentos das faturas.

O Banco de Inglaterra também está de olho na libra esterlina, que se desvalorizou acentuadamente em relação ao dólar devido a receios sobre o estado das finanças da Grã-Bretanha.

*Com Lusa

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