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Juros no crédito habitação: subidas são “normais” na economia

Logótipo de idealista idealista 23/06/2022 Redação
Juros no crédito habitação © Pexels Juros no crédito habitação

A subida das taxas Euribor tem elevado os juros dos empréstimos habitação e, por consequência, as prestações da casa. E este cenário tem alarmado as famílias que estão a pagar créditos habitação e as que pretendem contratar um para comprar casa. Acontece que, segundo diz fonte oficial da Associação Portuguesa de Bancos (APB), a subida e descida dos juros faz parte do “normal da economia”. E o que não é normal é haver um período tão longo de juros em terreno negativo.

Durante os últimos cinco anos, as taxas Euribor estiveram negativas. Mas o período de taxas de juro mais baixas de sempre está a acabar com a subida a galope das taxas  Euribor. 

Esta evolução dos mercados foi uma reação antecipada à já confirmada subida da taxa de juro diretora pelo Banco Central Europeu (BCE) em julho. E este cenário tem impacto em várias dezenas de euros nas prestações da casa dos portugueses, assim que forem atualizadas consoante o prazo da Euribor contratado.

A mudança que hoje se observa no mercado é desvalorizada pela APB, que assume mesmo que o “que é verdadeiramente anormal (…) é o longo período que tivemos com taxas de juro de negativa”, cita o Jornal de Negócios. E adiantam que se a economia continuar a crescer “não são expectáveis problemas significativos” na qualidade do crédito.

Prestação da casa mais cara © Pexels Prestação da casa mais cara

Recessão pode complicar a vida às famílias com crédito habitação

Por outro lado, a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE) já alertou que com o aumento da prestação da casa por via da subida dos juros há “uma maior probabilidade de incumprimento das hipotecas”. E Portugal poderá ser um dos países mais expostos, já que, nos últimos anos, 70% dos créditos habitação são de taxa variável e, portanto, indexados à Euribor. Neles, a prestação da casa vai variar consoante as flutuações da taxa de referência europeia.

Desde a APB, uma associação presidida por Vítor Bento, também admitem que em caso de recessão económica – já apontada pelos ministros das Finanças do G7 – “é provável que possam surgir dificuldades para algumas famílias e empresas”, cita o mesmo jornal.

Caso haja dificuldades de pagamento do crédito habitação ou risco de incumprimento, os bancos têm mecanismos de apoio às famílias, tal como explicamos aqui. Também Miguel Cabrita, responsável pelo idealista/créditohabitação, sublinha que "os bancos têm mecanismos para ajudar os clientes com necessidade de apoio para responder às suas obrigações junto da instituição, pelo quanto mais cedo as dificuldades foram identificadas, melhor resposta poderá ser dada".

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