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Funcionários públicos fazem greve a 31 de janeiro contra aumentos salariais “ofensivos”

Logótipo de ECO.PT ECO.PT 14/01/2020 Isabel Patrício
josé abraão, fesap, sindicatos, função pública © Swipe News, SA josé abraão, fesap, sindicatos, função pública A Federação de Sindicatos da Função Pública (FESAP) convocou uma greve para dia 31 de janeiro em protesto contra os “ofensivos” e “inaceitáveis” aumentos salariais (0,3%) previstos para este ano para os trabalhadores do Estado. A paralisação coincide com a manifestação já agendada pela Frente Comum também em protesto contra estas subidas subidas remuneratórias.

Ao contrário do que aconteceu no último ano, o Governo decidiu reforçar as remunerações de todos os funcionários públicos, este ano. O aumento proposto — 0,3%, em linha com a inflação registada em 2019 — não foi, contudo, bem acolhido pelos sindicatos que representam os trabalhadores do Estado, que o consideraram “vexatório”, “ofensivo” e “inaceitável”.

Em reação, a FESAP decidiu avançar mesmo para a greve, que foi agendada, esta terça-feira, para dia 31 de janeiro. Para essa mesma data já tinha sido marcada uma manifestação pela Frente Comum em protesto também contra as baixas subidas remuneratórias dos funcionários públicos.

Em declarações aos jornalistas, José Abraão, dirigente da FESAP, justificou a convocação da paralisação em causa com a “falta de negociação coletiva” entre os sindicatos e o Governo, tendo apelado ao Ministério de Alexandra Leitão que convoque os representantes dos trabalhadores para continuar as negociações relativas nomeadamente aos aumentos salariais.

Abraão frisou que a greve marcada para o final de janeiro será “um grito de alerta” para que até dia 6, data da votação final do Orçamento do Estado para 2020, se criem as condições necessárias para que “os problemas” que afligem os trabalhadores da Administração Pública sejam resolvidos. O sindicalista sublinhou, por outro lado, que acredita que há margem orçamental para um aumento acima dos 0,3%, enfatizando que “Governar é optar”.

Além das questões remuneratórias, a paralisação convocada pela FESAP tem por base a reivindicação da revisão do sistema de avaliação dos funcionários públicos e a valorização das carreiras.

(Notícia em atualização)

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