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OIT: Pandemia está a custar mais empregos que o previsto

Logótipo de ECO.PT ECO.PT 30/06/2020 Mariana Espírito Santo
trabalho, emprego, computador, aluno, trabalhador, freelancer © Swipe News, SA trabalho, emprego, computador, aluno, trabalhador, freelancer O impacto da pandemia no trabalho foi maior do que o esperado, nota a Organização Internacional do Trabalho (OIT). Perderam-se cerca de 5,4% das horas globais de trabalho e as perspetivas para o futuro, devido à incerteza, não mostram uma recuperação suficiente para regressar aos níveis registados antes do surto.

As últimas estimativas da OIT indicam um “declínio consideravelmente maior do que o projetado anteriormente” nas horas de trabalho globais, no primeiro semestre de 2020, o que reflete o “agravamento da situação” em alguns países nas últimas semanas, salienta a organização na quinta edição do relatório que monitoriza os efeitos da pandemia no mundo do trabalho.

Durante o primeiro trimestre de 2020, cerca de 5,4% das horas globais de trabalho foram perdidas em relação ao quarto trimestre de 2019, acima da previsão anterior, que era de 4,8%, o equivalente a 155 milhões de empregos a tempo inteiro. A caracterização destas perdas varia entre países, sendo que em alguns deriva das restrições ou de regimes em que o trabalhador continua vinculado, como o lay-off, enquanto noutros resulta de desemprego.

Grande maioria deste valor corresponde a ocorrências no continente asiático, como o surto foi identificado inicialmente na China. Ainda assim, como o novo coronavírus se foi espalhando pelo mundo, neste período já se sentiu o impacto deste nos trabalhos na Europa, nomeadamente nos países mais a sul e na Europa Ocidental.

Para o segundo trimestre deste ano, as perdas de horas globais de trabalho deverão ser de 14%, em relação ao último trimestre de 2019, o equivalente a 400 milhões de empregos a tempo inteiro, de acordo com as previsões da OIT. A 15 junho, quase um terço dos trabalhadores vivia num país onde as restrições se aplicavam a todos os locais de trabalho, exceto aqueles essenciais.

Perante este cenário, até o final de maio, mais de 90 países tinham introduzido ou anunciado medidas fiscais, totalizando mais de 10 biliões de dólares. Quanto às perspetivas para o futuro, uma recuperação “altamente incerta na segunda metade do ano não será suficiente para voltar aos níveis antes da pandemia, mesmo no melhor cenário, e existe o risco de se continuar a perder empregos em larga escala”, alerta a OIT.

O risco de novas infeções e de uma segunda vaga permanece, sendo que se se verificarem “novos bloqueios ou a continuação das medidas de restrição atuais nos próximos meses”, estes levarão a “mais perturbações da atividade económica e dos mercados de trabalho, comprometendo assim uma recuperação do emprego”, sublinha a organização.

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