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A empresa que dá estalos aos clientes e mais 9 negócios improváveis que rendem milhões

Logótipo de Expresso Expresso 07/05/2019 Catia Mateus

Há quem alugue galinhas, quem fabrique sapatos comestíveis, quem assegure o envio de flores (murchas) aos seus inimigos e até quem apresente a demissão por si. São negócios que não atraíram os investidores, mas convenceram o mercado

Expresso © getty Expresso

No mundo dos negócios há de tudo e para todos os gostos. Não há ideias ridículas e quem pensa o contrário pode arriscar-se a desperdiçar uns quantos zeros (à direita) na conta bancária. A lista de empresas que publicamos a seguir comprova-o. A uma primeira vista podem parecer negócios absurdos e duvidosos (e alguns de facto são!), sem futuro ou viabilidade financeira. E o mais certo é que os mentores destes projetos tenham passado um mau bocado até conseguirem convencer os investidores de que a sua ideia tinha pernas para andar. Muitos nunca o terão conseguido, mas correram todos os riscos e deram forma a projetos que, embora aparentemente condenados à partida, renderam milhões aos seus fundadores.

A maioria das empresas que conhecemos foca-se em vender bens e serviços de que toda a gente necessita. São os negócios ditos normais, que prosperam com maior ou menor rasgo de inovação. Mas o ser humano é uma criatura estranha, com hábitos incomuns e esse é um terreno fértil para o aparecimento de negócios pouco usuais. Recorreria a uma empresa para escolher o nome dos seus filhos ou para apresentar a sua demissão por si? Sapatos comestíveis, calçaria? E pagaria a alguém para lhe dar murros e estaladas?

Qualquer um destes negócios é real e lucrativo para os seus fundadores. Revistas como a “Forbes” ou a “Entrepreneur”, especializadas no ‘mercado’ das startups, têm-nos debaixo de olho e apesar do ceticismo inicial, reconhecem o seu valor e rentabilidade, mesmo que seja difícil justificá-la. Selecionámos-lhe dez negócios que desafiaram o olhar crítico do mercado e deram lucro aos seus fundadores.

1. SPECIAL NAME

Os desafios da parentalidade começam logo na escolha do nome do rebento. Quem nunca teve dúvidas se estava a fazer a escolha certa que levante a mão. Mas há povos para quem esta escolha é mais difícil, sobretudo se quiserem garantir que os seus filhos têm um nome universal. Para os chineses a solução já existe. A britânica Beau Jessup, 19 anos, criou a Special Name, uma empresa que escolhe nomes ocidentais para os recém-nascidos chineses. “Os nomes chineses são uma junção de dois ou três símbolos e pode ser de difícil compreensão para os ocidentais, criando entraves de comunicação em questões tão básicas como enviar emails”, explica a fundadora. A Special Name funciona através de um algoritmo e de um banco de dados. Depois de identificarem o sexo da criança, os pais escolhem cinco características que querem para o nome do seu filho e o sistema gera três sugestões. No último ano, Beau Jessup já faturou perto de 500 mil euros.

2. CUDLE PARTY

Um abraço cura tudo, dizem. Essa é também a opinião de Reid Mihalko e Márcia Baczynski, dois coaches de relações que ganham a vida a promover eventos onde as pessoas, basicamente, se abraçam. As ‘festas do abraço’ têm vindo a ganhar popularidade em todo o mundo e atualmente já se organizam eventos nos Estados Unidos, Canadá e Austrália, mas também na Europa. Além das festas propriamente ditas, a dupla de empreendedores também promove sessões individuais de abraços para ensinar aos seus clientes as melhores técnicas para estabelecer ligação com os outros. Cada sessão, com duração de uma hora, custa entre 70 e 100 euros.

3. EXIT

Deixar um emprego nunca é agradável, seja porque tem um novo desafio, foi despedido ou porque a falta de motivação já não lhe permite continuar na mesma rotina. Mas no Japão desistir do que quer que seja (emprego incluído) é um processo complexo que pode manchar a reputação dos profissionais. Yuichiro Okazaki e Toshiyuki Niino são cofundadores da Exit, uma startup que substitui os profissionais na hora de dizer ao chefe o tradicional “demito-me!”. O serviço custa aproximadamente 400 euros (um pouco menos para trabalhadores em part-time) e no último ano, a dupla já ajudou perto de 800 japoneses a bater com a porta no emprego.

4. THAI FACE SLAPPING

Uma estalada sempre foi um indicador universal de que uma conversa se tinha tornado desagradável. Mas até isso está a mudar. Mawin e Tata são mestres de uma técnica denominada Thai Face Slapping (também conhecida como Massage Boxing), dos poucos certificados e a operar fora da Tailândia, onde a técnica surgiu. Na prática o que fazem é bater no rosto dos clientes durante vários minutos para alisar a pele e eliminar as rugas. Fazem-no na Face Slapping Natural, a empresa que criaram em São Francisco, nos Estados Unidos. Cada sessão custa 350 dólares (cerca de 312 euros) e os resultados não são permanentes. É preciso voltar com frequência.

5. INSETOS COMESTÍVEIS

Da curiosidade de uma criança nasceu uma ideia de negócio lucrativa. Foi para mostrar ao seu filho que era possível utilizar insetos na alimentação humana que Bill Broadbrent criou a Entosense. Esta empresa é o principal produtor de insetos comestíveis na América do Norte. Em Portugal temos a Portugal Bugs, a Entogreen e a Nutrix, numa indústria com elevado potencial de crescimento e que fatura milhões de euros a nível global.

6. INVISIBLE BOYFRIEND

Pode escolher o nome, a personalidade e até uma foto que melhor se adeque às suas preferências. A Invisible Boyfriend é uma startup que utiliza chatbots para simular o comportamento de um namorado ou namorada digital, mas sem as preocupações que as relações amorosas sempre causam. Por pouco mais de 22 euros mensais pode trocar até 200 SMS com um namorado/a virtual.

7. HANGOVER HELPERS

É uma empresa especializada em limpar ao pormenor espaços que receberam festas ou comemorações. Esta startup australiana foi criada em 2017 e rapidamente ganhou adeptos entre os que gostam de promover uma festa de arromba, mas pagam o que for preciso para acordar com a casa arrumada como se nada tivesse acontecido. É exatamente esse o serviço que a Hangover Helpers oferece – coloca tudo no sítio enquanto você dorme – por um custo que começa nos 180 euros. E oferecem o pequeno-almoço.

8. EDIBLE SHOES

A expressão “lambe botas” ganhou um novo significado desde que a indústria do calçado começou a fabricar sapatos comestíveis. A maioria das empresas que produzem este tipo de calçado tem como negócio principal a produção de sapatos ditos normais, mas basta uma pesquisa no Google para perceber que há dezenas de empresas a inovar e dar passos largos na criação de um mercado alternativo que regista cada vez maior procura. A maioria do calçado comestível que é atualmente fabricado utiliza chocolate como matéria prima. Fica por perceber o grau de durabilidade dos exemplares.

9. DIRTY ROTTEN FLOWERS

Os negócios não se criam apenas para agradar. Os negócios criados a pensar nos inimigos (para desagradar, portanto) também estão em expansão. A Dirty Rotten Flowers é um exemplo de sucesso. A empresa envia ramos de flores murchas aos seus inimigos. O serviço dispensa qualquer cartão a acompanhar, já que a mensagem é clara. Nesta área, há um outro projeto em destaque, a Ruin Days, que, como o nome indica, tem como objetivo principal arruinar o dia os que estão na sua lista negra. De forma anónima, esta startup permite-lhe enviar presentes “envenenados” (o sentido do termo não é literal) aos seus inimigos, como envelopes que espalham incómodas purpurinas por todo o lado.

10. RENT THE CHICKEN

Se pensa que nunca passaria pela cabeça de ninguém alugar galinhas para ter ovos frescos, desengane-se. Há mercado para o negócio da americana Jenn Tompkins e do marido, fundadores da Rent the Chicken. A dupla de empreendedores lançou o projeto como complemento de reforma e viu o seu negócio transformar-se num franchising, ao agregar uma rede de 40 parceiros que alugam as suas galinhas nos Estados Unidos e também no Canadá. A Rent the Chicken permite a quem não tem qualquer experiência de criação de animais desta espécie aceder a todos os materiais e equipamento necessários para criar galinhas. O serviço de aluguer custa entre 370 e 900 euros por temporada.


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