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Regus investe em “hotel de escritórios”

Logótipo de Expresso Expresso 19/05/2019 Margarida Cardoso

Um ano depois de entrar em Braga, a multinacional reforça a sua oferta a pensar no coworking

Liberdade Street Fashion, em Braga, está cada vez mais voltado para os escritórios © FOTO D.R. Liberdade Street Fashion, em Braga, está cada vez mais voltado para os escritórios

Um ano depois da multinacional Regus alargar a sua oferta no mercado de escritórios a Braga, a empresa decidiu reforçar a aposta na cidade. Assim, expande o espaço que ocupa no Liberdade Street Fashion dos 820 m2 para os 1300 m2, a pensar no coworking.

“Braga é uma cidade em que a procura de espaços de coworking tem sido grande”, diz Jorge Valdeira, responsável pela operação da Regus em Portugal, a justificar a nova tranche de €500 mil num espaço onde a empresa já tinha investido um milhão de euros.

Confiante num conceito assente na flexibilidade de espaços e do tempo de utilização para garantir “taxas de ocupação elevadas e racionalização do espaço”, a multinacional já garantiu a ocupação da nova área que vem confirmar a vocação do Liberdade Street Fashion para o segmento dos serviços.

Inaugurado em 2011, o projeto do grupo Regojo, contou com a colaboração do arquiteto Gonçalo Byrne para transformar o quarteirão do Palácio dos CTT, no coração de Braga, no que prometia ser um conceito inovador de comércio de rua/centro comercial. Mas os anos de crise e a dinâmica da procura acabaram por ditar a reconversão do espaço que mantém lojas de rua no piso térreo, mas tem agora escritórios no primeiro andar, originalmente dedicado ao retalho, como conta André Navarro, Partner e diretor de gestão de ativos de retalho da Cushman & Wakefield, a consultora imobiliária responsável pela gestão, comercialização e reposicionamento do edifício.

“A expansão da Regus, que já ocupa 2/3 deste primeiro piso, representa a consolidação do projeto”, defende o diretor da consultora imobiliária, apresentando o conceito da multinacional especializada na oferta de espaços de trabalho como “um hotel de escritórios”, uma vez que tem espaços equipados e prontos a usar que podem ser usados “de forma muito versátil, mesmo por quem está de passagem”.

Ao aumentar a sua oferta na cidade em 40%, focada no coworking, a Regus duplica a capacidade do centro onde existem, atualmente, mais de 200 postos de trabalho.

Com mais de três mil centros de trabalho espalhados pelo mundo, de Lisboa a São Francisco ou Nagasáqui, a Regus tem nesta rede global de clientes um dos seus trunfos, oferecendo-lhes a oportunidade de trabalhar em espaços da empresa quando viajam para outras cidades e atraindo-os para as suas instalações quando entram num novo mercado. “A Google Portugal está connosco na Avenida da Liberdade, em Lisboa, tal como outras filiais de multinacionais estão aqui connosco porque já nos conhecem de outros países”, sustenta Jorge Valdeira.

E nesta oferta pensada para proporcionar espaços para reuniões ou para descontrair a partir de um escritório privado ou até virtual, ou de coworking, a Regus encaixa também o networking. “No caso de Braga, não fazemos incubação de empresas, mas temos uma parceria com a InvestBraga para receber startups quando levantam voo”, acrescenta.

Fundada na Bélgica por um britânico, mas com sede na Suíça, a Regus entrou em Portugal há 25 anos, precisamente na Avenida da Liberdade, onde abriu o seu 21º centro. Alargou a ação no Grande Porto e na Grande Lisboa, chegou a Braga e tem, agora, um projeto de expansão no país assente no franchising, um modelo que já usa noutras geografias.

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