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"Brexit": Governo britânico com mais fundos para saída sem acordo

O clima de incerteza gerado com o "Brexit" pesa cada vez mais sobre a economia britânica, a poucos meses da data prevista para a saída do Reino Unido da União Europeia. O Banco de Inglaterra confirmou isso mesmo esta quinta-feira. E baixou as previsões de crescimento para 2019 e 2020, fixando-as em 1,3%. Antes tinha previsto 1,5% e 1,6%, respetivamente. "As perspetivas económicas para o Reino Unido continuarão a depender da natureza da saída da União Europeia. O caminho apropriado para a política monetária dependerá do equilíbrio dos efeitos na procura, na oferta e na taxa de câmbio. A resposta da política monetária ao 'Brexit' não será automática e pode acontecer em qualquer direção", sublinhou o governador do Banco de Inglaterra. Mark Carney acrescentou que a probabilidade do Reino Unido cair na recessão no ano que vem é de um em três: "O Banco de Inglaterra tem estado a trabalhar desde o referendo para assegurar que o sistema financeiro está preparado para o 'Brexit', qualquer que seja o desfecho. As preparações idênticas de Governos e das empresas para um não acordo são vitais para reduzir os custos de transição potencialmente danosos para uma relação da Organização Mundial de Comércio com a União Europeia. Mas essas preparações não podem eliminar os ajustamentos económicos fundamentais para um novo acordo de comércio que um 'Brexit' sem acordo implicaria." O ministro britânico das Finanças acredita na robustez da economia. "Desde que cheguei ao Tesouro acelerei os preparativos quer para a tesouraria quer para ajudar o Governo a preparar-se para um não-acordo. Não porque o queiramos mas porque temos de estar preparados para a saída a 31 de outubro. Anunciei uma alocação de 2.2 mil milhões de euros para diferentes departamentos do Governo de forma a assegurar que estamos devidamente preparados para sair sem acordo, se isso acontecer", referiu o ministro britânico das Finança, Sajid Javid. Os 2,2 mil milhões de euros adicionais anunciados pelo governo britânico para preparar a saída do Reino Unido juntam-se aos 4,6 mil milhões que o antecessor do atual ministro das Finanças, Philip Hammond, já tinha atribuído para o efeito.
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