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China responde aos EUA na mesma moeda

A China respondeu aos Estados Unidos na mesma moeda, aumentando as taxas alfandegárias sobre milhares de produtos norte-americanos. A partir de 1 de junho, mais de 5000 produtos vão ter tarifas adicionais, entre os 5% e os 25%. Pequim fez o anúncio horas depois de Trump ter avisado a China para não retaliar as subidas aplicadas pelos Estados Unidos aos produtos chineses. "Aumentar as tarifas não vai resolver qualquer problema. A China nunca se vai render às pressões externas. Temos a determinação e a capacidade de salvaguardar os nossos direitos e interesses que são legítimos", realçou Geng Shuang, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China. No sábado, o presidente dos Estados Unidos acusou o Governo chinês de estar a roubar os norte-americanos. Já o seu conselheiro económico foi mais comedido. Negou a existência de uma guerra comercial, garantindo que as negociações continuam e que Donald Trump deve encontrar-se com o presidente chinês na próxima cimeira do G20. A guerra das tarifas entre os Estados Unidos e a China afetou os mercados acionistas. As principais bolsas europeias encerraram a sessão de segunda-feira com quedas de mais de 1%. O Psi-20 desvalorizou 1,8%.
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