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Finanças pessoais, negócios, carreira e luxo

Brexit incentiva britânicos a vender casas no Algarve

Logótipo de ECO.PT ECO.PT há 5 dias Rafaela Burd Relvas
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A saída do Reino Unido da União Europeia está a mexer com o setor imobiliário português. Mas os franceses compensam a fuga dos britânicos.

Se Brexit foi sinónimo de desvalorização da libra, a queda da moeda foi sinónimo de lucro para os britânicos que quiseram vender as casas que detinham no Algarve. A história é contada pela Bloomberg, que explica como é que o resultado do referendo que ditou a saída do Reino Unido da União Europeia está a mexer com o mercado imobiliário português.

“Não queríamos ter duas casas em Portugal. O nosso timing para vender foi quase perfeito, porque permitiu-nos tirar proveito da libra mais fraca”, conta à agência financeira Peter Thompson, um britânico que vendeu uma das duas casas que tinha em Tavira, semanas depois da vitória do Brexit. O consultor da área da saúde aproveitou a queda superior a 10% da libra face ao euro e lucrou em relação ao preço que pagou para comprar a casa, no final de 2015.

Como ele, dezenas de outros estão a vender as segundas casas que têm em Portugal — muitas vezes, com desconto e, mesmo assim, a conseguir lucro. “O número de proprietários britânicos começou a cair logo após a desvalorização da libra”, refere Zoe Hawker, diretora da imobiliária Fine & Country Algarve, que detém um catálogo com cerca 900 imóveis.

Mas nem por isso o Algarve está em maus lençóis. É que, enquanto os britânicos fogem, os franceses compram cada vez mais. “O lado positivo é que os franceses estão a vir com um euro forte e a comprar a agentes como nós, que têm grandes portefólios, deixados pelos britânicos que venderam as propriedades”, admite Hawker.

O retrato dos proprietários do Algarve começa, assim, a mudar. Se, antes do referendo, os britânicos representavam 80% dos clientes da Fine & County Algarve, hoje são apenas 40%. Os franceses representam agora o principal mercado estrangeiro para o setor imobiliário do sul do país, segundo os dados da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP).

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