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Eurozona aposta em Lagarde para relançar a economia

Numa recente presença no programa televisivo " The Daily Show ", Christine Lagarde afirmou: "sempre que uma situação é verdadeiramente má, chama-se uma mulher". É de crer que os líderes europeus ouviram e aproveitaram para a trazer para o BCE. A missão principal é relançar o crescimento económico e a tarefa não será fácil. O crescimento da Eurozona tem sido bastante moderado . No primeiro trimestre deste ano foi de apenas mais 0,4% relativamente ao último trimestre do ano passado e em termos anuais a economia do euro só cresceu 1,2%. E Lagarde não terá muita margem de manobra para implementar novas políticas, no atual contexto económico. Para já vai seguir o caminho já delineado por Mario Draghi. A taxa de juro de referência mantém ainda o histórico nível zero para onde caiu durante a crise e os juros dos empréstimos bancários continuam a negativo: - 0,4%. Por outro lado e fruto da instabilidade internacional, a inflação também não dá sinais de subida, matendo-se abaixo da barreira dos 2% em que o BCE apostava a estabilização. Em relação ao rumo das políticas do banco europeu espera-se da até agora diretora do Fundo Monetário Internacional (FMI), consistência com as suas declarações públicas sobre a economia mundial. No dia 6 de junho declarava: "Acreditamos que, para funcionar bem, a economia global precisa de um sistema de comércio internacional mais aberto, mais estável, mais transparente, mais previsível e baseado em regras". Christine Lagarde suspendeu o mandato em Washington enquanto espera a confirmação do novo cargo pelo Conselho Europeu, mas ainda não renunciou. Mas, nos bastidores, já se procura o novo diretor do FMI.
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