Está a utilizar uma versão de browser mais antiga. Utilize uma versão suportada para obter a melhor experiência possível com o MSN.

Dubai aposta no turismo para carteiras mais modestas

O Dubai, conhecido pelos impressionantes hotéis de "sete estrelas", tem vindo agora a abrir camas para um turismo de carteiras mais modestas. Sobretudo devido à concorrência entre as cadeias de hotéis locais e internacionais, mais apostadas em oferecer aos hóspedes estadias confortáveis e a preços competitivos. A Rove é uma cadeia de hotéis de nível médio e garante ter à disposição um hotel para a nova geração digital. "O Dubai é famoso como um dos destinos mais luxuosos. Consideramo-nos uma cadeia de hotéis acessível, por isso podemos oferecer um bom nível de preços, serviços, produtos e a sensação da cultura local", destaca o diretor de operações "corporate" da Rove, Paul Bridger. O responsável hoteleiro considera que também "os motivos para visitar o Dubai estão a mudar." Antes era muito mais um destino de praia de cinco estrelas. Agora ainda temos isso, mas somos também uma escala nas rotas entre a Europa e a Ásia", acrescenta Paul Bridger. Turista oriundo da África do Sul, Doug acredita que"a maioria dos viajantes só pede um sítio limpo e adequado para ficar", dispensando "ornamentações." O setor hoteleiro do Dubai está entre os melhores a nível mundial, ao lado de Paris, Nova Iorque, Londres, Singapura e Hong Kong. A maior cidade dos Emirados é a quarta mais visitada no mundo, com 20 por cento do PIB local a ter origem no turismo. "Temos cerca de 25 mil hotéis aqui no Dubai e temos mais 33 mil em construção. Esta é uma zona muito comercial por isso este tipo de construções não seria aprovado se não sentíssemos uma verdadeira procura turística em crescendo", garantiu Nicholas McClean, diretor da CBRE Médio Oriente. O Dubai tem 260 hotéis de uma a três estrelas e 259 de quatro e cinco estrelas. Anne Scott é a diretora geral do recém-inaugurado W Hotel, na palmeira do Dubai. Para ela, deve haver uma oferta para todos os orçamentos, mas cabe aos hotéis oferecer essa possibilidade. "Quando se abre um novo hotel no Dubai, temos de decidir: Qual a estratégia e a posição que devemos assumir? Se simplesmente formos económicos, seremos competitivos apenas no preço. Para não sermos vistos apenas como mercadoria temos de nos diferenciar pela nossa experiência, misturando ofertas que nos tornam diferentes e especiais para que os nossos clientes decidam com base na oferta e não no preço", explicou Anne Scott. A reboque da Expo2020, estima-se que o número de visitantes no Dubai chegue aos 25 milhões em 2025. O setor hoteleiro local pretende ser uma montra para o mundo. "A conectividade é fantástica. O Dubai é um grande polo para as companhias aéreas, conhecido pela segurança, pelas acessibilidades de classe mundial, continuando a inovar e a promover diferentes experiências para os consumidores. Qualquer pessoa que tenha conduzido pela estrada Sheikh Zayed nos últimos dez anos deve ter visto sempre alguma coisa diferente a surgir de ambos os lados da estrada", diz-nos Anne Scott. "Há claramente muita escolha para os viajantes que nos visitam. O preço é muito importante. Temos de o manter um nível competitivo. É a integração de vários componentes económicos e a experiência do visitante que são importantes aqui", destaca Nicholas McClean. O Dubai está a aumentar as ofertas para os viajantes mais curiosos e experimentados. Ao mesmo tempo, está a melhorar as tentações locais, as acessibilidades e os preços. Uma semana de férias no Dubai, incluindo voo e hotel, pode ser adquirida a partir de €700.
image beaconimage beaconimage beacon