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Boris Johnson ausente do primeiro debate

Quando os candidatos chegaram ao primeiro dos debates televisivos sobre a sucessão de Theresa May na liderança do Partido Conservador britânico (e, consequentemente, para o cargo de primeiro-ministro), já se sabia que o Brexit seria o tema principal. As discussões giraram à volta da possibilidade de renegociar o acordo com Bruxelas e da perspetiva de um Brexit sem acordo, atingido o prazo de outubro. Entre Michael Gove , Jeremy Hunt , Sajid Javid , Dominic Raab e Rory Stewart houve no Channel 4 trocas de argumentos entre defensores de um Brexit duro e outros que se dizem unificadores, mas as atenções estiveram também muito viradas para dois ausentes: o líder do partido do Brexit, Nigel Farage e, sobretudo, aquele que é visto como favorito nesta contenda, Boris Johnson , que recusou participar neste debate e facilmente se tornou no "bombo da festa". Jeremy Hunt (ministro dos Negócios Estrangeiros): Onde está o Boris? Se a equipa dele não o deixa debater com cinco colegas bastante amigáveis, como pode ele debater com 27 países europeus? Ele deveria estar aqui para responder a isso. Michael Gove (ministro do Ambiente): Nigel Farage não é a face do Brexit. 17,4 milhões de pessoas votaram para deixar a União Europeia. Isso não se resume a uma pessoa. Tem a ver com todos nós... e acredito que a melhor forma de conseguir o Brexit é usar o talento de todos, no seio do Partido Conservador. Rory Stewart (ministro do Desenvolvimento Internacional): Está a haver uma competição de machismo. Todos querem parecer os mais duros. Sempre que entro neste debate, começam todos a dizer "acreditem em mim, eu sou a pessoa certa, consigo enfrentar o impossível" e depois acusam-me de ser um derrotista, quando apenas tento ser realista. Os cinco candidatos fizeram uma série de promessas, que vão da luta contra a iliteracia à reforma da segurança social. Por muito que os cinco se esforcem por convencer a opinião pública, os analistas acreditam que é mesmo Boris Johnson que vai ficar com o lugar, desde que tenha cuidado com as gafes, que o candidato tem acumulado. Johnson foi criticado por se esquivar ao debate, mas defendeu-se e disse que o público estava farto de discursos contraproducentes. A verdade é que o favorito vai mesmo ter de enfrentar os adversários, já que não vai faltar ao segundo debate, marcado para esta terça-feira, desta vez na BBC.
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