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Doenças oncológicas pediátricas aumentaram 13%

Logótipo de Pais&filhos Pais&filhos 17/04/2017 buzina@motorpress.pt (Motorpress Lisboa)
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A frequência do aparecimento de doenças oncológicas em idade pediátrica é 13 por cento mais alta na primeira década deste século, quando comparado com os anos 80, segundo um estudo da Organização Mundial de Saúde (OMS), que atribui este aumento a uma melhor deteção precoce das patologias, mas também a fatores ambientais.

Entre 2001 e 2010, a incidência anual do cancro em menores de 14 anos foi de 140 casos por milhão, indica este estudo internacional coordenado pelo Centro Internacional de Pesquisa contra o Cancro, a agência da OMS especializada nestas patologias. O tipo de cancro mais frequente nesta faixa etária é a leucemia (quase um terço dos casos), seguido pelos tumores no sistema nervoso central (20 por cento) e os linfomas, afirma o levantamento, que analisou 300 mil casos diagnosticados em 62 países.

“Parte deste aumento poderá dever-se a uma deteção melhor ou precoce” da doença, afirma o centro, sem precisar em que proporção. Mas o aumento da incidência de cancros pediátricos pode ter sido influenciado por "fatores externos, como infeções ou certas substâncias contaminantes presentes em vários ambientes", acrescenta a agência.

Entre os adolescentes (15 a 19 anos), a frequência está estimada em 185 casos anuais por milhão por ano, indica o estudo, publicado na revista britânica “The Lancet Oncology”. O linfoma é o mais frequente (23 por cento dos casos), à frente dos carcinomas e dos cancros de pele (21 por cento).

“O cancro é uma causa significativa de morte entre as crianças e os adolescentes, apesar destas doenças raramente ocorrerem antes dos 20 anos” destacou Christopher Wild, diretor do centro de pesquisa. Wild espera que os dados deste estudo ajudem a “sensibilizar, compreender melhor e combater este setor pouco conhecido da saúde nos primeiros anos de vida”.

De qualquer forma, a OMS refere que as cifras agora reveladas provavelmente estão subestimadas, em particular nos países com menos recursos, já que nem todos os casos são declarados e também devido à falta de equipamentos para diagnóstico.

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(fonte: Pais e Filhos)

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