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“Muitas evidências” de armas químicas preparadas pelo Governo sírio em Idlib, diz conselheiro dos EUA

Logótipo de Expresso Expresso 07/09/2018 Hélder Gomes
Expresso © OMAR HAJ KADOUR/AFP/Getty Images Expresso

Há “muitas evidências” de que armas químicas estão a ser preparadas pelas forças do Governo sírio em Idlib, no noroeste do país. A garantia foi dada esta quinta-feira pelo novo conselheiro dos EUA na Síria, Jim Jeffrey. “Estou certo de que temos muitos, muitos bons motivos para fazer estas advertências”, acrescentou o responsável que, em meados de agosto, foi nomeado conselheiro especial do Secretário de Estado Mike Pompeo para a supervisão das negociações de uma transição política na Síria.

“Qualquer ofensiva é, para nós, condenável como uma escalada imprudente”, disse Jeffrey na sua primeira conferência de imprensa sobre o assunto desde que foi nomeado. A Casa Branca já tinha alertado que os EUA e os seus aliados responderiam “rápida e vigorosamente” se as forças governamentais usassem armas químicas na esperada ofensiva contra o último grande bastião rebelde na Síria.

O destino da província de Idlib e toda a sua zona circundante é discutido esta sexta-feira em Teerão entre a Rússia e o Irão, aliados do Presidente sírio Bashar al-Assad, e a Turquia, aliada dos rebeldes. Antecipando o encontro, o conselheiro especial norte-americano disse: “Vamos perceber até certo ponto se os russos estão dispostos a chegar a um acordo com os turcos”. Descrevendo a situação em Idlib como “muito perigosa”, Jeffrey revelou que a Turquia estava a tentar evitar uma ofensiva total do Governo sírio.

Assad “não tem futuro” num Governo que “é um cadáver sentado em escombros”

“Penso que o último capítulo da história de Idlib ainda não foi escrito. Os turcos estão a tentar encontrar uma saída [e] têm mostrado muita resistência a um ataque”, acrescentou, apontando a necessidade de uma “grande iniciativa diplomática” para acabar com o conflito que já dura há mais de sete anos. Houve um “novo compromisso” da Administração para permanecer na Síria até que os militantes do autoproclamado Estado Islâmico (Daesh) sejam derrotados, enquanto se certifica de que o Irão abandona o país, revelou.

Assad “não tem futuro como governante” na Síria mas não compete a Washington livrar-se dele, pelo que trabalhará com Moscovo no sentido de uma transição política, assegurou. “Neste momento”, prosseguiu, o Governo sírio “é um cadáver sentado em escombros com apenas metade do território da Síria sob o seu controlo num dia bom”. Qualquer ofensiva levada a cabo pela Rússia ou pela Síria criará um número gigantesco de refugiados, preveniu ainda.

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