Está a utilizar uma versão de browser mais antiga. Utilize uma versão suportada para obter a melhor experiência possível com o MSN.

“Os 20 anos mais quentes nos registos aconteceram nos últimos 22 anos”. Cientistas avisam: planeta está mesmo a aquecer

Logótipo de Expresso Expresso 06/02/2019 Expresso

“O ano de 2018 foi um ano extremamente quente, mais um numa tendência longa de aquecimento global. Os impactos destes fenómenos já estão a ser sentidos - cheias, ondas de calor, chuva intensa e modificações no ecossistema são apenas alguns exemplos”, disse em comunicado Gavin Schmidt, diretor do centro da NASA para estudos do ambiente, depois de apresentado o estudo

Expresso © Robert Cianflone/Getty Images Expresso

As temperaturas do planeta em 2018 foram as quartas mais altas jamais registadas, confirmam os últimos dados divulgados pela NASA e pelo departamento estatal de análise climatérica dos Estados Unidos (NOAA). Os últimos cinco são agora, no conjunto, a meia década mais quente desde o início dos registos. Ao todo, o globo esteve 0,83 graus mais quente do que a média. Mas 2016, 2017 e 2015 foram ainda mais quentes.

O problema é o padrão que prova, segundo os cientistas, de que as mudanças climáticas produzidas pelo homem têm resultado em ondas de calor cada vez mais preocupantes - e devastadoras, em alguns locais da Terra, principalmente naqueles em que a subida do nível das águas pode vir a submergir cidades em breve, como é o caso do Bangladesh onde as alterações climáticas já são um dos principais motivos que levam as pessoas a emigrar. Mas os fogos na Califórnia, as temperaturas elevadíssimas na Austrália ou os graus negativos em Chicago também são uma prova do descontrolo climático do planeta.

“O ano de 2018 foi um ano extremamente quente, mais um numa tendência longa de aquecimento global. Os impactos destes fenómenos já estão a ser sentidos - cheias, ondas de calor, chuva intensa e modificações no ecossistema são apenas alguns exemplos”, disse em comunicado Gavin Schmidt, diretor do centro da NASA para estudos do ambiente, depois de apresentado o estudo.

A preocupação principal de Schmidt, disse o próprio, é o Ártico que “está a aquecer a uma rapidez que é cerca de duas vezes maior do que a média a que o resto do planeta aquece”. A quantidade de gelo presente nos mares do Ártico registada em 2018 é a segunda mais pequena desde que há registos.

Apesar de os recordes de temperaturas não se excederem todos os anos, Deke Arndt, diretor da divisão do NOAA que monitoriza as mudanças climáticas, diz que estas oscilações não são razão para estarmos céticos em relação à realidade que é o aquecimento global e compara-as a andar de elevador: “Podemos não ver a temperatura atingir recordes todos os anos mas há uma tendência óbvia. É mais ou menos como quando estamos numas escadas rolantes a subir e de tempos em tempos saltamos para cima e para baixo permanecendo naquelas mesmas escadas rolantes”.

Também Petteri Taalas, secretário-geral da Organização Mundial de Meteorologia avisou que as consequências já estão a afetar milhões de pessoas e deixou mais um dado preocupante: “Os 20 anos mais quentes nos registos aconteceram nos últimos 22 anos”.

AdChoices
AdChoices

Mais de Expresso

image beaconimage beaconimage beacon