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Alemães mobilizam-se contra alterações climáticas

Na Alemanha, as greves e manifestações de escolas pelo clima acontecem desde dezembro do ano passado. Esta sexta-feira é um dos dias mais importantes, é o dia da greve climática global e dezenas de milhares de pessoas são esperadas no centro de Berlim. Mas é, também, o dia em que o Governo de coligação de Angela Merkel - numa sessão especial chamada gabinete climático - apresentará o tão esperado plano para garantir que a Alemanha cumpra os objetivos climáticos. "O melhor será quando o gabinete climático finalmente introduzir medidas que signifiquem que a Alemanha mantém o compromisso com o acordo em Paris," considera o porta-voz do movimento "Sextas-feiras pelo futuro", Quang Paasch. Até agora, a Alemanha não alcançou a planeada redução nas emissões de CO2. Alguns ministros do Governo exigem ações rápidas e medidas como um imposto de carbono, apoio à eletrificação, viagens de comboio subsidiadas e voos domésticos mais caros. Contudo, os ativistas estão a preparar-se para uma deceção: “Duvidamos muito que o gabinete climático seja suficientemente ambicioso. Não acreditamos que o que vai sair dessas negociações seja suficiente," revela a líder da Aliança Climática Alemã, Christiane Averbeck. “Na Alemanha, as emissões quase não baixaram nos últimos anos. Não pode continuar assim. Precisamos descarbonizar totalmente nos próximos anos. Precisamos reduzir drasticamente as emissões. O tempo está a esgotar-se. Temos de agir agora," afirma o espacialista climático da Bread for the World, Joachim Fünfgelt. As manifestações das "Sextas-feiras pelo futuro" colocaram a questão das alterações climáticas no centro do debate político na Alemanha. Mas, se o Governo de coligação - mesmo reunindo o gabinete climático - desapontar, é provável que a campanha continue. "O Governo de coligação dos democratas-cristãos de Angela Merkel e dos social-democratas está politicamente preso num casamento infeliz que parece, na maior parte, politicamente paralisado. Propostas climáticas realmente fortes mudariam essa narrativa e mostrariam que o Governo ainda é capaz de tomar decisões importantes. Mas, por outro lado, o remendar, ou apresentar propostas fracas, enfureceria os ativistas climáticos que garantem que as manifestações e greves semanais vão continuar," revela o jornalista da Euronews, Jona Källgren.
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