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Democracia: ainda precisamos de políticos?

Na democracia direta todos os cidadãos têm o mesmo peso. Tem origem na Grécia de Sócrates mas fará ainda sentido hoje em dia? E que dizer das redes sociais? No Estado da União, em Florença, o Europa Minha acompanhou o debate. Durante os meses de inverno multidões reuniram-se em protesto, todos os sábados, nas ruas de Paris. No entanto, das centenas de milhares de franceses que se manifestaram, poucos são aqueles que contam levar o descontentamento às urnas. Em França, apenas 39% dos eleitores vota nas eleições europeias. Elevadas taxas de abstenção espelham uma distância entre eleitores e eleitos. É partindo dessa reflexão que o European University Institute pergunta: precisamos mesmo de políticos? Na conferência sobre o Estado da União, em Florença, a democracia esteve em análise. Ainda existe? Faz sentido continuar com o modelo vertical que estrutura as instituições democráticas que conhecemos? Ou, pelo contrário, as sociedades devem investir em modelos horizontais, na chamada democracia direta? Democracia direta: sistema político sem intermediários. Todos os cidadãos participam no processo de tomada de decisão.No painel esteve Hans Gert Pottering, antigo Presidente do Parlamento Europeu. Para o conservador alemão a resposta é clara. "Precisamos de políticos porque a política tem a ver com confiança e segurança". Sem seres humanos "isso não é possível", justifica. Os partidos tradicionais têm vindo a perder apoio, como demonstram as sondagens para as eleições europeias. O novo parlamento deverá sofrer um esvaziamento dos tradicionais grupos políticos europeus. Do Partido Popular Europeu e dos Socialistas e Democratas para os pólos do hemiciclo, novas forças políticas surgem reforçadas: os liberais, os partidos mais à esquerda e a extrema-direita. If anyone thinks the election, or even a Tory win, will stop the anti-#Brexit fight, they are dreaming. The UK's long-term future is in EU. — A C Grayling #FBPE #PeoplesVote &/or #Revoke50 (@acgrayling) April 19, 2017 Também os movimentos de cidadãos surgem com fôlego renovado. Nos anos mais recentes, foram várias as campanhas com evidente influência nas redes sociais. Os Coletes Amarelos, as campanhas pelo #Bremain, ou mesmo movimentos semelhantes na Hungria. Hans Gert Pottering reconhece a importância dos novos meios de comunicação mas considera que "não podem substituir o toque humano", e reforça a importância de intermediários nos grandes partidos para colmatar a distância entre a população e a classe política.
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