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Próximos dias vão ser de elevado risco de incêndio florestal

Logótipo de Expresso Expresso 13/02/2019 Amadeu Araújo

Foram precisas dez horas para apagar o fogo que deflagrou em Pinheiro, no concelho de Castro Daire, ao início da manhã desta quarta-feira

O incêndio de Monchique foi o que juntou mais meios em 2018 © Filipe Farinha/EPA O incêndio de Monchique foi o que juntou mais meios em 2018

Os próximos cinco dias vão ser de temperaturas elevadas para a época, vento de leste e baixos índices de humidade, condições perfeitas para a ocorrência de incêndios florestais, como aquele que se verificou nesta terça-feira em Castro Daire e que obrigou à mobilização de três meios aéreos e quatro dezenas de operacionais. A agravar a situação está a obrigatoriedade de registo de queimadas que fez disparar os falsos alertas de incêndio rural.

Foram precisas dez horas para apagar o fogo que deflagrou em Pinheiro, no concelho de Castro Daire, ao início da manhã. “Foi um fogo mais extenso do que o habitual, que obrigou à mobilização de um maior número de meios, terrestres e aéreos”, explica o comandante da Proteção Civil no distrito de Viseu. Foram mobilizadas forças dos comandos de Viseu e Guarda, dois aviões anfíbios e um helicóptero.

“Temperatura mais elevada, fogo numa montanha com encostas inclinadas e que ditaram uma mobilização mais alargada”, adianta Miguel Ângelo que reconhece a existência de “um maior número de fogos nos últimos dois dias, todos de pequena dimensão mas que preocupam”. O fogo de Castro Daire terá tido início numa queimada, frequentes nesta altura do ano na serra de Montemuro e esse é um problema para a Proteção Civil. Fonte dos bombeiros esclarece que “com o registo obrigatório de queimas e uma maior sensibilização, a população ao mínimo sinal de fumo alerta as corporações”.

Para os próximos cinco dias a situação poderá agravar-se. “Foi dada a indicação de que teremos temperaturas mais elevadas para a época e ventos de leste. Como a floresta e as matas estão secas, devido à pouca chuva que tem caído, teremos mais incêndios do que os habituais para esta época do ano”, conclui o responsável.

O alerta foi já transmitido às corporações de bombeiros e ativadas algumas bases aéreas, como Viseu, que nesta altura do ano tem já disponíveis dois aviões e uma brigada helitransportada.

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