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Carlos gasta hora e meia a explicar alterações climáticas a Trump

Logótipo de RTP RTP 05/06/2019 Joana Raposo Santos - RTP
© Fornecido por RTP - Rádio e Televisão de Portugal, S.A.

A visita oficial de Donald Trump ao Reino Unido, que termina esta quarta-feira, fica também marcada por uma longa conversa entre o Presidente norte-americano e o príncipe de Gales. "Ele está muito focado nas alterações climáticas e acho que isso é ótimo", avançou o Presidente dos Estados Unidos em entrevista ao programa matinal Good Morning Britain. "O que ele realmente quer e aquilo que o preocupa é o futuro. Ele quer garantir que o clima das gerações futuras é bom e não um desastre, e eu concordo".

De acordo com Trump, a conversa deveria ter demorado 15 minutos e acabou por se arrastar por 90, ao longo dos quais o príncipe "falou durante a maior parte do tempo".

Apesar da tentativa de Carlos, Trump recusou a sugestão de que os Estados Unidos deveriam fazer mais em relação ao clima e garantiu ao príncipe que a América do Norte está "limpa", sendo as outras nações as responsáveis pela poluição.

"Eu disse-lhe que, neste momento, os Estados Unidos têm um dos climas mais limpos que existem, com base em todas as estatísticas, e isso é algo que tem melhorado cada vez mais. Até porque eu concordo que nós queremos a melhor água possível, a água mais limpa. É cristalina, tem de ser cristalina e limpa", salientou.

Does the US President believe in climate change?

Trump says he discussed climate change with Prince Charles, who he believes is 'a very good person' who 'wants to have a world that's good for future generations'. pic.twitter.com/QNlXhiS1mO

— Good Morning Britain (@GMB) 5 de junho de 2019

"A China, a Índia, a Rússia e muitas outras nações não têm ar muito bom, nem água muito boa, e sente-se a poluição. Se formos a algumas cidades nem conseguimos respirar, e agora esse ar está a subir" e a alastrar-se a outras regiões, considerou.

Quanto questionado sobre se acredita nas alterações climáticas, Trump disse acreditar que existe uma mudança no clima e que essa mudança acontece "nos dois sentidos".

"Não nos esqueçamos que costumava chamar-se de aquecimento global e essa expressão não estava a funcionar, então passou a usar-se a expressão alterações climáticas. Agora chamamos-lhe de clima extremo, porque com esse termo não falhamos", explicou.

"Um grande acordo comercial"

Na terça-feira, Donald Trump causou indignação entre os britânicos ao declarar, numa conferência de imprensa na qual surgiu ao lado de Theresa May, que as empresas norte-americanas deveriam ter acesso a todos os setores da economia do Reino Unido - incluindo o serviço nacional de saúde - como parte de um acordo comercial pós-Brexit.

No entanto, na entrevista desta quarta-feira ao Good Morning Britain, o Presidente dos EUA recuou quanto a essa sugestão, afirmando que o National Health Service (NHS) não deveria fazer "parte do acordo".

Donald Trump declarou esta quarta-feira no Twitter que o povo britânico e a família real o receberam calorosamente e que a relação com o Reino Unido "nunca foi tão boa" como atualmente. "Vejo um grande acordo comercial ao fundo da estrada", escreveu.

Could not have been treated more warmly in the United Kingdom by the Royal Family or the people. Our relationship has never been better, and I see a very big Trade Deal down the road. "This trip has been an incredible success for the President." @IngrahamAngle

— Donald J. Trump (@realDonaldTrump) 5 de junho de 2019

Durante a entrevista matinal, Donald Trump suavizou a sua posição quanto a Jeremy Corbyn, o líder do Partido Trabalhista britânico, depois de ontem ter criticado a sua "força negativa" e rejeitado a possibilidade de um encontro entre ambos.

Agora, Trump considera que um futuro encontro com Corbyn é possível. "Ele queria reunir-se. Mas era muito complicado e provavelmente inapropriado combinar um encontro, para ser honesto", declarou, acrescentando que a possibilidade de o líder dos trabalhistas vencer as próximas eleições é fraca.

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