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Isabel dos Santos garante ter todos os pagamentos à Caixa "em dia"

Em causa está um crédito de 125 milhões de euros concedido à empresária angolana há dez anos para comprar ações na operadora ZON, atual NOS. O financiamento teve "parecer condicionado da Direção de Risco" do banco estatal. Isabel dos Santos é considerada a mulher mais rica de África, com diversos investimentos em Portugal. Há dez anos, Isabel dos Santos, através da empresa Kento, recorreu a um empréstimo de 125 milhões de euros da Caixa Geral de Depósitos para reforçar a posição na operadora, então Zon, hoje Nos. E parte dessas ações - 2% - eram da própria Caixa. Segundo avança o Correio da Manhã, esta foi uma operação criticada pelo Banco de Portugal. Num relatório realizado em 2011, diz que não houve uma "prática prudente de concessão de crédito". Primeiro, o financiamento à empresária angolana teve um parecer condicionado da Direção de Risco da Caixa Geral de Depósitos. Recomendava que o crédito fosse concedido por um conjunto de bancos, para reduzir a exposição da Caixa. Além disso, não foi feita uma avaliação à capacidade financeira de Isabel dos Santos. Apesar das reticências, a operação foi aprovada. Liderava então a Caixa Faria de Oliveira. O crédito seria pago à Caixa Geral de Depósitos em sete anos, o que não aconteceu. A empresária usou a rede social Twitter para se defender. Diz que já amortizou 60% do financiamento, e que tem todos os pagamentos em dia. Lembra ainda que as ações da operadora que serviram de colateral têm um valor de mercado cerca de 10 vezes superior ao valor líquido do financiamento. Atualmente, Isabel dos Santos detém, em parceria com a Sonaecom, 52,15% do capital da NOS. Cada ação vale 5 euros e meio. Depois dos polémicos empréstimos da Caixa Geral de Depósitos a Joe Berardo para comprar ações, este é mais um caso. Numa altura em que o Parlamento já tem nas mãos a lista de grandes devedores da banca abrangidas por ajudas públicas nos últimos 12 anos.
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