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Saudades da Fórmula 1? Ouvir o vrumm em Portugal custa 800 milhões

Logótipo de ECO.PT ECO.PT 09/08/2017 Lusa
Trazer os carros da Fómula 1 a Portugal implica investimento de 800 milhões. © Swipe News, SA Trazer os carros da Fómula 1 a Portugal implica investimento de 800 milhões.

O eventual regresso das corridas de Fórmula 1 a Portugal exigiria um investimento superior a 800 milhões de euros em 12 anos, já que os contratos de um circuito são “a longo prazo”, de acordo com as estimativas de um investigador da Universidade do Minho.

“Para receber um circuito, um país terá de pagar uma renda anual entre 60 a 70 milhões de euros e é sabido que os contratos são, por norma, por períodos de 10, 12 ou 15 anos”, referiu.

Paulo Reis Mourão alertou que, em termos de faturação direta, o retorno de um contrato de 12 anos se deveria ficar pelos 200 a 300 milhões de euros.

No entanto, sublinhou que há valores que “escapam” à faturação direta, designadamente os ganhos de investimento e a publicidade, “que deixou de ser paga mas que aparece associada” às corridas de F1.

Paulo Reis Mourão falava a propósito do livro que acaba de lançar sobre a economia da Fórmula 1. O “The Economics of Motorsports: The Case of Formula One“, editado pela inglesa Palgrave, fala em 300 páginas de aspetos como os custos das corridas, o papel dos media e patrocinadores ou a forma como a sociedade beneficia daquela indústria.

“Há muitos livros sobre a Fórmula 1, inclusive sobre a sua mecânica ou a gestão das equipas, mas este é o primeiro sob o olhar de um economista”, diz o autor.

O último Grande Prémio de F1 que se realizou em Portugal ocorreu em 1996, no Autódromo do Estoril, em Lisboa.

A nova ‘dona’ da Fórmula 1, Liberty Media, quer alargar o mapa para além das 21 corridas em 2019.

O Autómodro Internacional do Algarve viu recentemente a sua posta homologada para Fórmula 1, mas o diretor-geral da estrutura já admitiu que “será muito difícil” reunir todas as condições para que se realize novamente um Grande Prémio em Portugal.

“A Fórmula 1 é de facto o grande pináculo do desporto motorizado mundial, mas é muito difícil para um país com a nossa dimensão conseguir ter as condições totais para trazer a prova”, disse Paulo Pinheiro, em junho, à Lusa.

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