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O Peugeot 405 em modo desportivo

Logótipo de Jornal dos Clássicos Jornal dos Clássicos 03/09/2018 Tatiana Ferreira

Quando é lançado o Peugeot 405, em 1987, a marca francesa acaba de triunfar nos ralis com o 205 T16, iniciando um novo capítulo cheio de sucesso nos ralis raid depois do fim do Grupo B. A Peugeot goza assim duma imagem desportiva que projecta no 309 e, claro, no 205. O mesmo acontecerá com o 405.

Assim, pouco depois do lançamento do modelo destinado aos pais de família, era então lançada a versão destinada aos pais de família mais apressados: o Mi16. O motor era o já conhecido 1905 cm3 do 205 GTi 1.9 mas com uma colaça de 16 válvulas. As embaladeiras, os pára-choques e o aileron na mala sobre a qual encontrávamos a pequena indicação vermelha “Mi16” permitiam distingui-lo da versão standard. No habitáculo, o 405 Mi16 segue o exemplo germânico no que toca ao equipamento, mais completo e luxuoso, menos no que toca à qualidade dos acabamentos...

defe1c187d002246df01d7365f451f36 © Fornecido por Jornal dos Classicos defe1c187d002246df01d7365f451f36

Na estrada, os 160 cavalos do 405 Mi16 surgiam sobretudo nas altas rotações (típico dos 16 válvulas) mas eram bem controlados e bem direccionados graças à precisão do eixo dianteiro, embora a traseira mostrasse alguns sinais de instabilidade. Os travões funcionavam bem mas a sua eficácia era prejudicada pelas falhas do ABR (antepassado do ABS). Ainda nesta fase I, o comportamento foi melhorado com a adopção dum sistema de tracção às quatro rodas, de modo a fazer frente ao Renault 21 Quadra ou Passat G60 Synchro.

Em 1992, a gama 405 sofreu umas pequenas alterações estéticas (traseira, tablier...) que acompanhavam a introdução do catalisador. Esta novidade fez com que apesar do aumento da sua cilindrada para 1998 cm3, o Mi16 viu a sua potência baixar para os 155 cavalos. As performances ficam ligeiramente aquém da geração anterior, mas em contrapartida, a potência e o binário ficavam disponíveis mais cedo graças a um trabalho na admissão e o eixo traseiro ficou mais previsível graças a uma suspensão rebaixada de 2 cm. O Mi16 4x4, por seu lado, deixou de ser produzido... mas para regressar em força com o T16.

dakarrally-405-vatanen_1 © Fornecido por Jornal dos Classicos dakarrally-405-vatanen_1

De facto, a fase II do 405 procurava compensar os defeitos causados pela introdução do catalisador, sobretudo a potência em baixa e peso aumentado. Mas alguns clientes exigiam mais. O ambiente de sucesso que existia aquando do lançamento do Mi16 em 1987 reforçara-se no início da década de 90. Não só o 905 começava a brilhar nas pistas, com uma primeira vitória em Le Mans em 1992, como o próprio 405, que tinha sucedido ao 205 T16, vencia no Dakar ou ainda em Pikes Peak  (Vatanen lutando contra o cronómetro... e contra o sol).

pikes-peak © Fornecido por Jornal dos Classicos pikes-peak

Embora pouco tivesse a ver com a versão de corrida, o denominado 405 T16 via a sua potência atingir os 200 cavalos (ou mesmo 220 com o overboost), graças ao turbo Garrett e marcava o regresso à tracção integral. Assim, o Peugeot 405 T16 atingia os 100km em 7 segundos e uma velocidade máxima de 235 km/h. Embora desportivo, o T16 mostrava-se igualmente eficaz em auto-estradas proporcionando uma viagem confortável aos seus ocupantes. Infelizmente o preço elevado face à concorrência - Sierra Cosworth, Vectra Turbo 4x4 - acabou por prejudicar a sua carreira, fazendo dele um objecto raro, e claro, procurado.

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