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E a morna aqueceu o Mundo!

Logótipo de Pára Tudo! Pára Tudo! 08/11/2019 Pára Tudo África
© Fornecido por Seriously Funny LDA (Ex Binary Brigade LDA)

“Caros cabo-verdianos, tenho a sorte, a honra e o privilégio de vos comunicar que hoje o comité técnico dos peritos da UNESCO aprovou o dossier da morna a Património da Humanidade.” Com estas palavras, difundidas nas redes sociais, o ministro da cultura de Cabo Verde anunciou uma grande conquista para o seu País: o reconhecimento da morna como Património Imaterial da Humanidade!

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Abraão Vicente revelou ainda que a decisão será ratificada entre 9 e 14 de Dezembro, em Bogotá (Colômbia), onde irá decorrer a próxima reunião do Comité do Património Cultural Imaterial da UNESCO. A boa nova, porém, está confirmada. “A nação já pode celebrar: a morna já é Património da Humanidade.”

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Além das palavras, o ministro partilhou também imagens de artistas de morna, assim como um excerto do texto da UNESCO que distingue o género musical cabo-verdiano. O Governo do País classificou a morna como Património Histórico e Cultural Nacional em 2012, um ano depois da morte de Cesária Évora, a diva dos pés descalços. Em Março de 2018, entregou à UNESCO a candidatura para património imaterial.

BANDA SONORA DA HISTÓRIA DE CABO VERDE

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A morna é um género musical bastante enraizado na cultura de Cabo Verde, uma identidade orgulhosamente defendida pelos músicos do País, mas também pelos que estão na diáspora e nos descendentes. É o caso de Dino D’Santiago, português de ascendência cabo-verdiana que tem sido incansável na difusão dos ritmos desta Nação. Nas suas redes sociais, publicou um vídeo onde canta uma morna e um pequeno texto a comemorar a notícia. “Parabéns a todos aqueles que desde o séc. XVIII mantiveram a Morna viva nos nossos corações.”

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Teté Alhinho, em entrevista dado no ano passado ao jornal Público, sublinhou de forma evidente o quanto vive a morna nos corações de quem a ouve. “A morna é uma das nossas expressões identitárias mais fortes. Não há nenhum cabo-verdiano que fiquei indiferente a uma morna, porque o cabo-verdiano verteu nela a nostalgia, a saudade da terra, o passar mal, as dores amorosas, as perdas. A temática da morna está relacionada com a dor, embora hoje já mude um bocadinho. E foi através da morna, com a Cesária, que Cabo Verde se deu a conhecer ao mundo, com ‘Sodade’, que é uma morna rápida.”

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A cantora realçou ainda que a morna acaba por salientar-se em relação aos outros géneros musicais de Cabo Verde. “É um factor identitário de comunhão entre todos os cabo-verdianos e é algo que nunca vai morrer, que vai existir sempre. Se analisarmos as mornas, podemos ver através delas a história de Cabo Verde.”

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