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Eleições: Clima segue tenso na Guiné-Bissau

Logótipo de dw.com dw.com 10/02/2019 Agência Lusa, cvt

Presidente do PAIGC diz que "despreparo" de atores e partidos políticos está a comprometer o pleito. CNE considera segurança eleitoral dependente da nomeação de ministro do Interior. Madem-G15 encabeça boletim de voto.

Provided by Deutsche Welle © DW/B. Darame Provided by Deutsche Welle

O presidente do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, acusou este sábado (09.02) "os partidos políticos que se sentem inconfortáveis com as próximas decisões das urnas" de tentarem comprometer as próximas legislativas.

"Não é a data nem o período que está em causa, mas sim a falta de preparação dos próprios partidos e atores políticos que contribuem para o comprometimento deste processo, infelizmente com a conivência e participação do próprio Presidente da República, José Mário Vaz", afirmou Domingos Simões Pereira à agência de notícias de Cabo Verde (Inforpress), país onde se encontra.

Domingos Simões Pereira © DW/M. Sampaio Domingos Simões Pereira

Na cidade da Praia, o presidente do PAIGC disse que todas as condições técnicas e materiais já estão criadas para o escrutínio, mas que "os partidos políticos que se sentem inconfortáveis com as próximas decisões das urnas" estão a tentar "perturbar o calendário".

"Tecnicamente, a Comissão Nacional de Eleições (CNE) já está preparada. Agora, alguns partidos políticos reclamam que a taxa de recenseamento não atingiu a fasquia dos 100% de eleitores", acrescentou.

Ainda no sábado, o ex-primeiro-ministro da Guiné-Bissau reuniu-se com a comissão política do PAIGC em Cabo Verde.

Sobre a comunidade guineense radicada em Cabo Verde, e ainda segundo a Inforpress, disse que aquela encontra-se "bem estruturada e implantada", apesar de persistirem "desafios propícios da diáspora".

Na segunda-feira (11.02), Domingos Simões Pereira será recebido pelo Presidente da República de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, atual presidente em exercício da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Bandeira do PAIGC © B. Darame Bandeira do PAIGC

CNE: nomeação de ministro do Interior é "urgente"

O presidente da Comissão Nacional de Eleições da Guiné-Bissau, juiz José Pedro Sambú, disse estar preocupado com a segurança eleitoral e pediu com urgência a nomeação de um ministro do Interior.

" É deveras urgente que as autoridades políticas se pronunciem o mais rapidamente possível sobre a nomeação de um ministro do Interior de forma a agilizar devidamente os aspetos sensíveis do processo eleitoral", afirmou José Pedro Sambú.

O presidente da CNE guineense falava na cerimónia de tomada de posse dos membros não permanentes dos partidos políticos aprovados pelo Supremo Tribunal da Justiça como candidatos às eleições legislativas de 10 de março, no passado sábado.

Em declarações aos jornalistas na sexta-feira (08.02), o ministro da Presidência do Conselho de Ministros e dos Assuntos Parlamentares, Agnelo Regala, disse também que o Governo está preocupado com o atraso na indigitação do ministro do Interior.

No início de novembro, o Presidente guineense, José Mário Vaz, exonerou o ministro do Interior, Mutaro Djaló, a pedido do primeiro-ministro, depois da violência usada pela polícia do país para dispersar uma manifestação de estudantes, com recurso a bastões e granadas de gás lacrimogéneo.

José Pedro Sambú © DW/B. Darame José Pedro Sambú Madem-G15 encabeça boletim de voto

A Comissão Nacional de Eleições da Guiné-Bissau procedeu ao sorteio da posição dos partidos políticos no boletim de voto para as legislativas de 10 de março, também este sábado (09.02,) cabendo a primeira posição ao Movimento para a Alternância Democrática (Madem-G15).

No boletim de voto, o PAIGC, vencedor das legislativas de 2014, vai aparecer na terceira posição, enquanto o Partido de Renovação Social vai aparecer na posição 21, última da lista.

O sorteio, que contou com a presença de jornalistas, vários representantes da comunidade internacional e dos partidos políticos candidatos às legislativas, decorreu depois da cerimónia da tomada de posse dos membros não permanentes junto da Comissão Nacional de Eleições.

O Madem-G15 apresenta-se pela primeira vez às eleições legislativas na Guiné-Bissau e foi criado por um grupo de dissidentes do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), na sequência de divergências internas. O novo partido é liderado por Bramia Camará e o antigo primeiro-ministro guineense Umaro Sissoco Embalo, também faz parte da direção.

A Comissão Nacional de Eleições lançou também a campanha de educação cívica.

A Guiné-Bissau vai realizar eleições legislativas a 10 de março, que vão ser disputadas por 21 partidos políticos, cujas candidaturas foram aprovados pelo Supremo Tribunal de Justiça, segundo a lista definitiva divulgada na sexta-feira (08.02) por aquele órgão judicial, que na Guiné-Bissau acumula as competências de tribunal Constitucional.

As candidaturas de três partidos políticos foram excluídas do pleito.

A campanha eleitoral vai decorrer entre 16 de fevereiro e 8 de março.

por:content_author: Agência Lusa, cvt

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