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"Em Angola éramos viciados na Marvel"

Logótipo de RFIRFI 13/11/2018 RFI
© REUTERS/Mario Anzuoni O editor da Marvel Comics Stan Lee, criador de super-heróis como Homem Aranha, Íncrivel Hulk, Iron Man e Fantastic Four, morreu, ontem, em Los Angeles, aos 95 anos.

Lindomar de Sousa, cartoonista angolano, afirma que “é indiscutível o contributo de Stan Lee na banda desenhada mundial”, histórias aos quadradinhos que continua a ler até hoje.

“Eu comecei a ler as bandas desenhadas da Marvel aos seis anos e leio até hoje tudo que é produzido pela Marvel. Todos os artistas que fazem banda desenhada, a nível mundial, já tiveram um certo momento para ler bandas desenhadas da Marvel. É indiscutível o contributo de Stan Lee na banda desenhada mundial”, refere.

Lindomar de Sousa recorda que Angola, nos anos 80/ 90, não fugiu ao fenómeno de sucesso que vivia na época a Marvel e reconhece que muita da banda desenhada que se faz teve por base o trabalho de Stan Lee.

“Todo o mundo era viciado em bandas desenhadas, especialmente: Homem-Aranha; Hulk; X-Men. Muitos começamos a copiar aqueles desenhos e depois começamos a ganhar o nosso estilo de fazermos a nossa banda desenhada. Mas é uma grande base, sem dúvida, para aquilo que é hoje a banda desenhada feita por nós aqui e em outras partes do mundo”, garante.

Se pudesse escolher um super-herói para Angola, Lindomar de Sousa afirma que escolheria um super-herói que fizesse as pessoas bem-dispostas. O cartoonista admite que depois do período de guerra o país precisa de rir.

“Hoje em dia com a paz e tentando esquecer este lado de sofrimento que Angola já viveu durante muitos anos, escolheria um super-herói com poderes que façam as pessoas rir”, concluiu.

Stanley Martin Lieber nasceu em 1922 no seio de uma família de imigrantes judeus em Nova Iorque. Em 1961 cria, em conjunto com Jack Kirby, a empresa Marvel Comics que cria o Incrível Hulk, o Homem Aranha, o Demolidor e os X-Men.

A Marvel Comics tornou-se uma gigante da banda-desenhada, por força das suas histórias socialmente relevantes encabeçadas por protagonistas poderosos mas falíveis, de fácil conexão com o público.

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