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Na ONU, PR guineense evoca a situação do seu país e terrorismo no Sahel

Logótipo de RFI RFI há 5 dias Liliana Henriques
© REUTERS - EDUARDO MUNOZ

O Presidente da Guiné-Bissau discursou hoje na 77.ª Assembleia Geral da ONU. Na tribuna das Nações Unidas, Umaro Sissoco Embalo fez um balanço da situação política do seu país, evocou os efeitos económicos da guerra na Ucrânia e debruçou-se igualmente, na qualidade de Presidente em exercício da CEDEAO, sobre os desafios colocados pelo terrorismo no Sahel bem como a instabilidade política na região.

A África do Oeste tem assistido nestes últimos dois anos a uma série de golpes de Estado, nomeadamente no Mali em 2020 e depois em 2021, na Guiné-Conacri igualmente no ano passado, assim como no Burkina Faso no começo deste ano.

No próprio dia em que preside em Nova Iorque uma cimeira extraordinária da CEDEAO em que se abordam nomeadamente as situações do Mali e da Guiné-Conacri, Umaro Sissoco Embalo preconizou uma “solução global e duradoura” para resolver os problemas, incluindo uma “reflexão conjunta, na solidariedade global e na condução de acções concertadas e colectivas”.

No seu discurso, Umaro Sissoco Embalo levou igualmente para a tribuna da ONU outro dos desafios enfrentados pelo bloco oeste-africano, o combate ao terrorismo. "A estabilidade de grande parte do nosso continente em geral e África ocidental em particular está ameaçada pela insegurança causada pelo terrorismo, o extremismo violento e a criminalidade transnacional com a agravante das violações dos princípios do Estado de Direito e da democracia. A CEDEAO criou um quadro político e jurídico bem como mecanismos estruturais para a prevenção e resolução de crises políticas e institucionais. Contudo, os desafios permanecem inúmeros e difíceis de resolver. Precisamos da ajuda internacional para travar o avanço do terrorismo na África ocidental e em toda a zona do Sahel. Trata-se de uma ameaça à paz, à segurança internacionais que, para ser eficazmente combatida, deve necessariamente envolver toda a comunidade internacional e a ONU em particular", defendeu o actual Presidente em exercício da CEDEAO.

Noutro nível, ao abordar a situação do seu país, o Presidente guineense fez um balanço positivo da acção do seu executivo, mas não deixou de mencionar os obstáculos encontrados na concretização dos seus objectivos."Nos últimos dois anos, conseguimos criar maior estabilidade política no nosso país, reafirmar o nosso papel no continente africano e retomar o nosso lugar no concerto das nações. Contudo, o contexto internacional não favorece o cabal desempenho do nosso plano de desenvolvimento, sobretudo no que concerne à realização dos objectivos de desenvolvimento sustentável. Nós em África, estamos também a sentir as consequências da guerra na Ucrânia que infelizmente está a ter um grande impacto em particular no sector da energia e da agricultura. A inflação e aumento dos preços dos cereais e outros produtos alimentares básicos agravou consideravelmente uma situação alimentar já bastante difícil", declarou Umaro Sissoco Embalo."Apesar dos meios limitados”, o Presidente da Guiné-Bissau garantiu ainda que “não poupará esforços para contribuir para a manutenção da paz, estabilidade e protecção do planeta” e reafirmou a sua determinação em “continuar a participar activamente na consolidação do multilateralismo e na promoção do diálogo e da cooperação entre os países e povos do mundo”.
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