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Novas espécies descobertas pelo mundo em 2019

Logótipo de SIC Notícias SIC Notícias 09/12/2019 SIC Notícias

Alguns dos bichos do nosso planeta que ainda não conhecíamos.

Na incansável busca pelo conhecimento e compreensão do desconhecido, cientistas de todo o mundo fazem constantes novas descobertas surpreendem-nos com a existência de novas espécies na nossa Terra.

Em 2019, a lista de novas espécies inclui flores, peixes, aranhas ou lagartos, em grutas, florestas ou nas profundezas dos oceanos.

Aqui ficam algumas de que demos notícia ao longo do ano, descobertas sobretudo em Portugal e nos países que nos são mais "próximos".

Nove espécies de gafanhotos descobertas no maior parque natural de Moçambique

© Piotr Naskrecki e Ricardo Guta

Um estudo científico revelou em outubro a descoberta de nove espécies novas de gafanhotos no Parque Nacional da Gorongosa (PNG), em Moçambique.

O artigo científico resulta de seis anos de um trabalho de campo realizado pelo entomologista (biólogo, especialista em insetos), Piotr Naskrecki, e pelo ex-técnico do PNG Ricardo Guta.

Os novos gafanhotos foram batizados com nomes científicos em homenagem às pessoas que deram o seu contributo para a conservação da natureza em Moçambique.

É o caso do gafanhoto Gorongosa Carri, designação "colocada num novo género que recebeu o nome do parque e de homenagem a Gregory Carr", promotor da restauração do PNG nos últimos anos.

Investigadores descobrem nova espécie de borboleta noturna em Portugal

© Universidade do Porto

Os investigadores do Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos (CIBIO-InBIO), da Universidade do Porto, descobriram, com a "ajuda" de dois morcegos de ferradura, uma "nova espécie de borboleta noturna" em Portugal, foi anunciado em maio.

A equipa decidiu "nomear a nova espécie" de Ypsolopha rhinolophi e, após uma pesquisa junto dos exemplares de borboletas presentes em diferentes museus de história natural, verificou que a nova espécie habita também no sul de França.

Duas novas espécies de répteis endémicas de Angola

Sapo pigmeu Poyntonophrynus pachnodes © https://zookeys.pensoft.net/articles.php?id=25859 Sapo pigmeu Poyntonophrynus pachnodes

Duas novas espécies endémicas de Angola, o lagarto espinhoso e o sapo pigmeu, integram o primeiro atlas angolano de répteis e anfíbios apresentado em julho, em Luanda, um projeto de investigadores portugueses e norte-americanos que permitiu inventariar quase 400 espécies.

O documento, em inglês e denominado Diversity and Distribution of the Amphibians and Terrestrial Reptiles of Angola (Diversidade e Distribuição dos Anfíbios e Répteis Terrestres de Angola), compila dados desde 1840 até ao presente. São no total 117 espécies de anfíbios e cerca de 278 espécies de répteis inscritos no atlas, entre cobras, lagartos, tartarugas, rãs, crocodilos e cágados registados nas 18 províncias angolanas.

Lagarto-Espinhoso de N’Dolondolo, Cordylus phonolithos © @LuisCeriaco Lagarto-Espinhoso de N’Dolondolo, Cordylus phonolithos

A obra é mesmo considerada como "única no contexto da África subsariana" e de acordo com o biólogo português e coordenador do projeto, Luís Ceríaco, permitiu revelar duas espécies novas para a ciência, ambas endémicas da província do Namibe, no sul de Angola.

O atlas foi elaborado com a colaboração do Instituto Nacional da Biodiversidade e Áreas de Conservação do Ministério do Ambiente de Angola (INBAC) e segundo Luís Ceríaco, que é também curador de répteis e anfíbios do Museu Nacional de História Natural e da Ciência de Lisboa, o documento foi publicado pela California Academy of Sciences, abordando igualmente a temática da conservação dessas espécies.

Maior abelha do mundo redescoberta na Indonésia

© Australian Academy of Science

A maior abelha do mundo, desaparecida há décadas e que se admitia "perdida para a ciência", foi redescoberta numa ilha remota da Indonésia, anunciaram em fevereiro os investigadores que a descobriram.

O naturalista Clay Bolt encontrou numa floresta tropical das ilhas Molucas, Indonésia, uma colmeia de abelhas de Wallace (Megachile pluto), segundo a Global Wildlife Conservation.

Esta abelha, cuja fêmea pode chegar a ter quatro centímetros de comprimento e seis de envergadura de asas, é quatro vezes maior que a abelha comum e foi descoberta pelo britânico Alfred Russel Wallace em 1858. Mais de um século depois, em 1981, foi redescoberta em três ilhas do arquipélago das Molucas do Norte pelo entomologista Adam Messer, o último a ver a abelha agora redescoberta.

Nova espécie de rã descoberta em montanha remota da Etiópia

Phrynobatrachus bibita © SIC Notícias Phrynobatrachus bibita

Uma rã diferente chamou a atenção de investigadores em expedição numa montanha no sudoeste da Etiópia, que acabaram por descobrir uma nova espécie num local isolado que pode albergar muitas mais.

Os investigadores Sandra Goutte e Jacobo Reyes-Velasco, baseados em Abu Dhabi, viajaram para a Etiópia no verão de 2018 em busca do que resta da floresta primitiva daquele país africano.

Ali descobriram a nova espécie com 17 milímetros, no caso dos machos, e 20 milímetros, nas fêmeas, que se destaca pelo corpo, pernas e dedos alongados e pela cor dourada, "tão diferente das espécies etíopes" que já conheciam, afirmou Goutte.

O estudo em que revelam a descoberta da Phrynobatrachus bibita foi publicado em fevereiro na revista científica ZooKeys.

Cientista portuguesa descobre em Timor-Leste nova espécie de aranha

Sarax timorensis © ANA SOFIA REBOLEIRA Sarax timorensis

A bióloga portuguesa Ana Sofia Reboleira descobriu em Timor-Leste uma nova espécie de animal cavernícola, um aracnídeo que existe apenas em grutas da ilha.

Sarax timorensis é uma espécie exclusiva de Timor e é descrito num artigo publicado em janeiro na revista científica Zookeys.

Novo escaravelho subterrâneo descoberto em Portugal

© SIC Notícias

Um escaravelho subterrâneo sem olhos e sem pigmentação é o primeiro do género a ser descoberto em Portugal, segundo uma investigação publicada no boletim ZooKeys.

A descoberta de Ignacio Ribera, do Instituto de Biologia Evolucionária, em Espanha, e de Ana Sofia Reboleira, da Universidade de Copenhaga, na Dinamarca, foi feita na gruta de Soprador do Carvalho, no concelho de Penela.

Com 2,8 milímetros de comprimento e 1,1 milímetros de largura e corpo alaranjado, o escaravelho, uma fêmea, é o único exemplar conhecido da nova espécie Iberoporus pluto.

Não tem olhos nem pigmentação no corpo, o que revela adaptação a meios onde a luz solar não chega, mas os membros longos e as antenas indicam poucas capacidades para nadar.

Além de estudar a morfologia do escaravelho, a equipa analisou também a sua composição molecular.

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