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RDC: novo surto do vírus ébola no noroeste do país

Logótipo de RFIRFI 02/06/2020 Isabel Pinto Machado com AFP
© AFP

Pelo menos quatro pessoas morreram na cidade de Mbandaka, capital da província de Equador, no noroeste da República Democrática do Congo, de onde o virus tinha desaparecido desde 2018, quando no Kivu Norte no extremo nordeste do país a epidemia continua a matar.

O ébola tinha desaparecido do noroeste da República Democrática do Congo desde julho de 2018 e esta é a décima primeira epidemia deste virus no país desde 1976;

O novo surto foi declarado esta segunda-feira (1/06) com o registo de quatro mortes e quatro outros casos suspeitos, todos no mesmo bairro da cidade de Mbandaka, capital da província do Equador, no noroeste do país, segundo o ministro da saúde Eteni Longondo.

Não é a primeira vez que esta província é afectada pelo ébola, entre maio e julho de 2018, 33 habitantes morreram e 21 sobreviveram, antes da erradicação do virus nesta região.

Actualmente a província do Equador não é a única atingida pelo virus ébola na RDC, no nordeste, sobretudo no Kivu Norte, epicentro da pandemia desde agosto de 2018, a mais de dois mil kms, a epidemia não está controlada e provocou a morte de 2.280 pessoas.

No passado dia 12 de abril, as autoridades congolesas e a Organização Mundial de Saúde - OMS -  tinham previsto declarar o fim da epidemia de ébola na RDC, depois de a 14 de maio ter recebido alta hospitalar o até então ultimo paciente de ébola, mas o virus reapareceu na cidade de Beni, no Kivu Norte, um dos epicentros da epidemia desde 2018.

Esta epidemia de ébola, é a pior na história da RDC e a segunda mais grave a nível mundial depois da que atingiu a África Ocidental entre 2014 e 2016, com o balanço de 3.462 casos e 2.279 óbitos, segundo a OMS.

Entretanto a RDC também registou o primeiro caso de Covid-19 a 10 de março de 2020, está em estado de emergência sanitária desde 24 de março e tenta evitar a contaminação pela pandemia, que até 31 de maio de 2020 contaminou 3.195 pessoas e provocou 72 óbitos, sobretudo na capital Kinshasa, mas também nas províncias de Ituri, Kwilu, Norte e Sul Kivu e Alto Katanga.

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