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Apoio japonês vai ajudar Angola a relançar histórica produção de algodão

Logótipo de LusaLusa há 5 dias Paulo Julião
DAI KUROKAWA/EPA © EPA / DAI KUROKAWA DAI KUROKAWA/EPA

Luanda, 14 nov (Lusa) - O relançamento da histórica cultura do algodão na província angolana de Malanje vai contar com o apoio da Agência de Cooperação Internacional do Japão, disponibilizando, nomeadamente, peritos para um estudo experimental.

A informação foi confirmada hoje à Lusa pela embaixada do Japão em Angola e o apoio surge no âmbito da cooperação técnica entre os dois países, tendo o Governo japonês decidido auxiliar a implementação do projeto de estudo experimental para cultivo de algodão no Polo Agrícola de Capanda, província de Malanje.

Durante a sua implementação, em conjunto com o Instituto de Desenvolvimento Agrário, serão realizados ensaios de campo com variedades de algodão no sistema de rega gota-a-gota, com o apoio de "peritos internacionais", para "aferirem a adaptabilidade e o rendimento de variedades de espécies de sementes de algodão". O apoio japonês vai ainda garantir a "aquisição de equipamentos de irrigação, sementes, fertilizantes, prensagem de algodão, entre outros".

Em julho último, o coordenador do programa de produção de algodão do Ministério da Agricultura, Carlos Canza, tinha já anunciado a intenção de uma empresa japonesa de implantar este sistema experimental, mais rentável, numa área de 10.000 hectares, prevendo retirar cinco toneladas de algodão por cada hectare.

Só esta produção permitiria a Angola passar de país importador para exportador de matéria-prima para a indústria têxtil.

Dados oficiais indicam que a cultura do algodão foi introduzida em Angola em meados do século XVI, durante o período colonial português.

Em 1872, Angola exportou 1.000 toneladas de algodão, mas o crescimento exponencial da produção só aconteceu a partir de meados da década de 60 do século passado, passando a marca de 10.000 toneladas anuais.

Em 1973 a produção nacional de algodão bateu o recorde de 86.000 toneladas, colocando Angola como um dos maiores produtores internacionais.

A guerra que assolou o país após a proclamação da independência, em 1975, praticamente acabou com a produção de algodão em Angola, tendo já este ano sido lançado pelo Ministério da Agricultura angolano um programa para recuperar esta cultura.

"A revitalização da indústria do algodão é considerada uma das estratégias mais importantes que alavancará as potencialidades da agricultura angolana. Através deste projeto, apoiado pelo Governo do Japão, espera-se transferir a tecnologia e conhecimentos aos técnicos angolanos para que haja expansão e melhoria dos projetos vindouros", sublinha uma informação da embaixada do Japão.

O relançamento da cultura está centrado desde o início do ano nas províncias de Malanje e do Cuanza Sul, numa área total inicial de 242 hectares e com 10 toneladas iniciais de sementes.

PVJ // SB

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