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Militantes da UNITA e crianças ameaçados no sul de Angola

Logótipo de dw.com dw.com 12/10/2017

Nos últimos dias, mais de 70 famílias que militam na União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), o maior partido na oposição, foram forçadas a abandonar as suas casas. Dizem que as suas casas foram saqueadas e destruídas, alegadamente por partidários do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA, no poder).

Algumas famílias já começaram a regressar às suas casas, mas outras continuam refugiadas em zonas montanhosas, onde vivem ao relento. Outras ainda procuraram abrigo em casa de familiares, noutro município.

Os prejuízos da violência pós-eleitoral são incalculáveis. O secretário provincial da UNITA, Alberto Francisco Ngalanela, diz que pelo menos 50 casas foram destruídas e que os prejuízos rondam os 400 mil euros.

O deputado da UNITA acusa o governador de Benguela, Rui Falcão Pinto de Andrade, de pouco ou nada fazer para o restabelecimento da paz no município.

"Não ouvimos nenhum gesto de repúdio, não vimos nenhuma ação de um governante, que se preze como tal, como governador, que pusesse cobro à onda de violência ou uma ação social que fosse para acudir àquelas populações", critica.

Crianças e ativistas ameaçados

A situação tem estado a ser acompanhada pela organização de defesa dos direitos humanos OMUNGA. Segundo o responsável pela comunicação da ONG, Domingos Miguel, há muitas crianças com medo de ir à escola por serem filhos de militantes da UNITA."Segundo as crianças, a professora disse aos alunos que por fazerem parte da UNITA iriam ter uma morte muito má e outras ameaças. É muito grave uma professora fazer ameaças de mortes a crianças entre os 12 e 14 anos", sublinha Domingos Miguel.

© Fornecido por Deutsche Welle

Devido ao trabalho que têm vindo a desenvolver, os próprios ativistas da ONG, que tem estatuto de observador da União Africana, foram igualmente vítimas de ameaças. "A OMUNGA contactou a administração municipal do Bocoio para procurar esclarecimentos sobre essas questões e vimos um bloqueio por parte do administrador-adjunto do município, que incentiva a população a não criar qualquer relação com a OMUNGA, porque segundo ele é uma instituição financiada pelos Estados Unidos da América, para inventar informações contra a população", conta.

Segundo Domingos Miguel, um dos seus colegas da OMUNGA foi ameaçado pelo administrador-adjunto. "Se não saísse daquele município, usaria as forças policiais para o escorraçar de lá".

A DW África tentou, sem sucesso, contactar o governador de Benguela, Rui Falcão Pinto de Andrade.

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por:content_author: Nelson Francisco Sul (Benguela)

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